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Inflação de setembro foi maior para mais pobres, afirma Dieese

Itens que mais pesam para as classes baixas, como Alimentação, Habitação e Transporte, têm alta expressiva

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

05 de outubro de 2009 | 12h04

O custo de vida na capital paulista medido pelo Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou uma taxa maior para as famílias de menor renda em setembro, de 0,31% (R$ 377,49 em média), enquanto o índice pleno fechou em 0,27%. De acordo com o Dieese, as famílias mais pobres foram mais prejudicadas porque os produtos que mais subiram são os que mais pesam no seu orçamento. Alimentação subiu a 0,51%, Habitação elevou para 0,39% e Transporte acelerou para 0,50%.

 

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No grupo Alimentação, a maior alta foi detectada nos produtos in natura e semielaborados, com alta de 1,09%. Os produtos da indústria alimentícia subiram 0,11% e a alimentação fora de domicílio, pouco utilizada pelas famílias mais pobres, ficou praticamente estável, com variação de 0,02%. As frutas e legumes subiram 6,11%, raízes e tubérculos subiram 5,09%. Os destaques foram para limão (57%), mamão (16,70%), berinjela (18,41%), tomate (12,57%), cebola (8,56%) e batata (6,71%).

No grupo Habitação, o aumento foi puxado pelo subgrupo Locação, Impostos e Condomínio, com alta de 0,95%, devido, principalmente, ao reajuste de 1,57% no aluguel. A operação do domicílio subiu 0,22%, provocada pelo aumento da tarifa de água de 4,51% a partir da segunda quinzena do mês passado. Isso significa, de acordo com o Dieese, que o ICV sofrerá ainda impacto da conta de água no mês de outubro.

Já para as famílias de extrato de renda intermediário, que recebem mensalmente R$ 934,17, o ICV apresentou uma variação de 0,26% no mês passado, abaixo da inflação cheia do mês. Para as famílias com renda mensal de R$ 2.792,90, o custo de vida subiu 0,27%, a mesma variação do índice cheio.

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