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Inflação deixa de cair e fica em 0,19% em agosto

A prévia da inflação oficial de agosto, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), sofreu uma inversão e apresentou inflação de 0,19%, ante deflação de 0,02% em julho. A variação ficou no piso das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que estava entre 0,19% e 0,30%. Essa é a primeira taxa do IPCA-15 calculada de acordo com a nova estrutura de ponderação de preços do IBGE, que já foi a base de cálculo para o IPCA fechado de julho, mas só foi utilizada no IPCA-15 de agosto. O IPCA de julho ficou exatamente igual ao IPCA-15 de agosto, em 0,19%. Nos últimos 12 meses o IPCA-15 acumula alta de 3,82%, total bem abaixo da meta central de inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4,5%. Segundo o instituto, o grupo de alimentação e bebidas, com alta de 0,18% em agosto, foi o principal responsável pela elevação do IPCA-15 no mês. As principais influências de alta nesse grupo vieram das frutas (11,32%) e do arroz (3,80%). Outra pressão forte sobre o IPCA-15 de agosto foi dada pelos combustíveis (0,57%), com alta nos preços da gasolina (0,46%) e do álcool (1,87%). Outro destaque de alta no mês foi a tarifa dos ônibus intermunicipais (3,13%) e interestaduais (5,97%), que levaram as despesas do grupo Transportes a um aumento de 0,23%. Além dos Alimentos e dos Transportes, segundo o IBGE, o pagamento dos salários dos empregados domésticos (2,26%) teve destaque no IPCA-15 do mês, ainda refletindo parte do reajuste do salário mínimo ocorrido em abril.Dentre os itens em queda, os destaques ficaram com os artigos de vestuário (-0,27%), de limpeza (-0,41%), energia elétrica residencial (-0,55%), telefone fixo (-0,70%) e automóvel usado (-0,88%).IPCA agostoA economista-chefe da Mellon Global Investments Brasil, Solange Srour acredita que os dados do IPCA-15 de agosto apontam para uma inflação entre 0,20% e 0,25% no IPCA fechado do mês. Segundo ela, mesmo com a mudança de metodologia do IBGE para o cálculo do IPCA-15 de agosto, em relação ao de julho, os dois índices são "plenamente comparáveis" no que diz respeito às principais influências de alta, que foram os produtos alimentícios e bebidas (-0,02% em julho para 0,18% em agosto) e os combustíveis (-1,06% em julho para 0,57% em agosto). Apesar da alta de 0,19% no IPCA-15 de agosto, Solange avalia que este é mais um índice que confirma que não há qualquer motivo de preocupação com a inflação nos próximos meses.

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