Inflação dentro do esperado agrada o mercado

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) referente à primeira quadrissemana de fevereiro agradou o mercado. Ficou em 0,34%, enquanto as previsões dos economistas eram de uma taxa entre 0,30% e 0,50%. A taxa representa um recuo do IPC em relação a janeiro, quando o índice ficou em 0,57%. Mas o resultado, dizem operadores, não deve provocar grande impacto sobre as taxas de juro projetadas no mercado de futuros. Afinal, os prêmios já estão muito pequenos e não há espaço para continuarem em queda. O índice de hoje também não muda a opinião da maior parte do mercado: a de que não será desta vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) derrubará a taxa de juro. "A menos que haja um resultado negativo na próxima prévia da Fipe, o que é pouco provável, não acredito que o Copom vá cortar o juro na semana que vem", diz um operador. Para os profissionais, o Copom vem sinalizando que só mexerá na taxa de juros básica - Selic - quando tiver em mãos dados que apontem para o cumprimento da meta de inflação do ano, o que ainda não aconteceu. De todo modo, é certo para o mercado que esse momento chegará. E, por isso, os contratos em DIs continuam apontando taxas abaixo de 19% e desenhando uma curva declinante. O mercado de câmbio deve seguir o comportamento de ontem. Os analistas dizem que não há notícias fortes que possam ter impacto significativo nos negócios de hoje. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sinaliza uma abertura mais fraca nesta sexta. Porém, analistas acham difícil traçar uma tendência de curto prazoDe qualquer forma, os investidores vão anotando os indicadores da economia brasileira, que voltam a apresentar bons resultados - superávit comercial de US$ 115 milhões na segunda semana do mês e IPC-Fipe, de 0,34% na segunda prévia - embora ainda sem definir uma apostar de queda da Selic no curto prazo. Na cena externa, a crise argentina segue dando sinais de alguma acomodação, com o dólar sustentando uma pausa em torno de 2 pesos e sinais preliminares de avanço nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nos EUA, onde os futuros apontam leve beixa na abertura das bolsas de Nova York, o mercado estará atento hoje a importantes indicadores que serão divulgados, como o PPI (inflação ao produtor) e a produção industrial. Abertura do mercadoHá pouco, o dólar comercial para venda estava cotado em R$ 2,4410, com alta de 0,29%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagavam juros de 19,00% ao ano, frente a 18,92% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,09%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.