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Inflação desacelera e sobe 0,08%, menor valor para setembro desde 1998

Preço dos alimentos recuou 0,29% no período; no ano, IPCA acumula alta de 5,51%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 09h34

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,08%, ante uma variação de 0,44% em agosto, informou nesta sexta-feira, 7, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de variação é a menor desde julho de 2014. O IPCA de setembro também é o mais baixo para o mês desde 1998. 

A taxa acumulada no ano foi de 5,51%. Em 12 meses, o resultado ficou em 8,48%, ainda muito acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. 

Em comparação com agosto, dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o índice, alimentos foi o que apresentou a maior queda em setembro (-0,29%). Grande parte dos itens pesquisados mostrou redução na taxa de crescimento ou queda nos preços de um mês para o outro. Os preços do leite, que subiam sistematicamente desde o início do ano, caíram 7,89%. Entre os alimentos em alta, o destaque ficou com o item carnes que teve aumento de 1,43%

Apenas três grupos mostraram aceleração na taxa de crescimento de preços em setembro: habitação (de 0,30% em agosto para 0,63% em setembro), vestuário (de 0,15% para 0,43%) e comunicação (de -0,02% para 0,18%).

Individualmente, as menores variações foram registradas nas regiões metropolitanas de Vitória (-0,98%), e Curitiba (-0,96%). Cinco das 13 regiões pesquisadas mostraram aumentos no resultado do grupo, sendo em Belém a taxa mais elevada (0,53%). Considerando os alimentos para consumo em casa, a queda foi de 0,60%, enquanto a alimentação fora de casa subiu 0,33%.

Passagens aéreas. As famílias brasileiras gastaram 0,10% a menos com transportes em setembro. As passagens aéreas ficaram 2,39% mais baratas no mês, enquanto os automóveis usados recuaram 1,50% e a gasolina diminuiu 0,40%.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, os três itens registraram redução nos preços devido ao arrefecimento da demanda.

"A gasolina continua diminuindo porque a demanda está desaquecendo. Você tem menos venda de carro, tem muitas pessoas que não estão conseguindo manter o carro, então a demanda por gasolina está diminuindo", justificou Eulina. 

Outros itens não alimentícios que contribuíram para a desaceleração do IPCA em setembro foram hotel (-6,53%), TV, som e informática (-1,15%), cigarro (-3,32%) e mobiliário (-0,65%).

Juntos, todos esses itens somados aos que puxaram a queda nos transportes ajudaram a reduzir a inflação no mês em 0,14 ponto porcentual.

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