Inflação desacelera e vai a 0,18%, aponta IGP-M

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado IGP-M de julho desacelerou de junho para julho. Segundo divulgou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas, a taxa ficou em 0,18%, ante aumento de 0,75% no mês anterior. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre 0,15% e 0,25%, e abaixo da mediana das expectativas (0,20%). O IGP-M é composto por outros três indicadores: O Índice de Preços do Atacado (IPA), com 60% do total do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30%; e o Índice Nacional do Custo da Construção, com 10%. As taxas passaram de 1,11% para 0,21%; -0,44% para -0,08%; e 1,45% para 0,57%; respectivamente. Com o resultado, o IGP-M acumula elevações de 1,58% no ano e de 1,39% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo foi de 21 de junho a 20 de julho. Atacado No ano, o IPA acumula elevação de 1,55% e de 0,73% em 12 meses. De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam quedas de 1,73% no ano e de 6,23% em 12 meses, até julho. Já os preços dos produtos industriais estão acumuladas em 2,58% no ano e de 3,03% em 12 meses, até julho. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam aumentos de 1,20% no ano e de 1,17% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm elevações acumuladas, até julho, de 2,80% no ano e de 2,58% em 12 meses. Já as matérias-primas brutas estão em queda de 0,50% no ano e de 3,50% em 12 meses. Por produtos, as altas de preço mais expressivas em julho no atacado foram registradas em arroz em casca (16,75%); minério de ferro (8,34%) e ferro gusa para fundição (6,25%). As maiores quedas ficaram a cargo da mandioca (-10,74%) e aves (-3,68%).Varejo O IPC acumula elevações de 0,81% no ano e de 1,73% em 12 meses. Segundo a instituição, a perda de força na queda do IPC, de junho para julho (de -0,44% para -0,08%) foi originada do enfraquecimento da deflação no grupo Alimentação, no mesmo período (de -1,86% para -0,48%). Dos sete grupos que compõem o IPC, cinco registraram aceleração ou queda menos intensa de preços, de junho para julho. Além de Alimentação, é o caso de Vestuário (de 0,20% para 0,66%); Educação, Leitura e Recreação (de -0,19% para 0,07%); Despesas Diversas (de -0,05% para 0,03%) e Transportes (de -0,54% para -0,07%). Já os outros grupos registraram desaceleração ou deflação de preços. É o caso de Habitação (de 0,24% para -0,01%); e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,58% para 0,21%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas nos preços de mamão da amazônia - papaya (22,69%); plano e seguro saúde (1,09%) e uva (27,13%). As maiores quedas corresponderam ao tomate (-23,28%); laranja pêra (-7,07%); e feijão carioquinha (-6,38%).

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