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Inflação desacelera e vai a 0,29%, aponta IGP-M

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de setembro caiu ante agosto. Segundo divulgou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa ficou em 0,29%, ante aumento de 0,37% no mês anterior. O resultado superou o teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,19% a 0,28%, e ficou acima da mediana das expectativas, que era de 0,25%.O IGP-M é composto por outros três indicadores: O Índice de Preços do Atacado (IPA), com 60% do total do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30%; e o Índice Nacional do Custo da Construção, com 10%. As taxas passaram de 0,46% para 0,36%; 0,13%para 0,18%; e 0,35% para 0,09%; respectivamente. Com o resultado, o IGP-M acumula elevações de 2,26% no ano, e de 3,28% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M desse mês foi do dia 21 de agosto a 20 de setembro.AtacadoNo ano, o IPA acumula elevação de 2,39% no ano e de 3,26% em 12 meses. De acordo com a FGV, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam altas de 0,51% no ano e de 0,98% em 12 meses.Já os preços dos produtos industriais têm elevações acumuladas no atacado de 2,98% no ano e de 3,98% em 12 meses, até setembro. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam aumentos acumulados de 1,49% no ano e de 3,51% em 12 meses.Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm altas acumuladas de 3,42% no ano e de 3,99% em 12 meses. Já as matérias-primas brutas têm elevações acumuladas de 1,54% em 2006 e de 1,43% nos últimos 12 meses.Por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em setembro, no âmbito do IGP-M, foram registradas nos preços de bovinos (4,18%); laranja (16%); e milho em grão (3,205). As quedas mais expressivas foram apuradas em açúcar cristal (-11,65%); álcool etílico hidratado (-3,43%) e ferro gusa para fundição (-5,04%).VarejoO IPC acumula elevações de 1,12% no ano e de 2,54% em 12 meses.Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, de agosto para setembro (de 0,13% para 0,18%) foi impulsionada pelo fim da deflação nos preços de Habitação (de -0,12% para 0,29%) e pela perda de força na queda de preços em Vestuário (de -1,35% para -0,30%).Dos sete grupos que compõem o IPC, quatro registraram aumento expressivo de preços ou perda de fôlego na deflação, de agosto para setembro. Além da Habitação e Vestuário, as Despesas Diversas (de 0,03% para 0,13%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,19%), também apresentaram altas. Os outros grupos registraram desaceleração de preços, com Alimentação (de 0,67% para 0,24%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 0,02%); Transportes (de 0,12% para 0,04%).Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de setembro, foram registradas nos preços de taxa de água e esgoto residencial (2,55%); limão (36,77%) e aluguel residencial (0,49%). As maiores quedas foram apuradas em batata-inglesa (-10,32%); leite tipo longa vida (-3,25%) e mamão da amazônia - papaya (-7,59%). Construção Na construção civil, o INCC acumula altas de 4,30% no ano e de 5,29% em 12 meses até setembro. De acordo com a FGV, a desaceleração na taxa do INCC, de agosto para setembro, (de 0,35% para 0,09%) foi influenciada pelas elevações de preços menos intensas nos preços de materiais e serviços (de 0,38% para 0,15%) e de mão-de-obra (de 0,32% para 0,02%), no mesmo período.Por produtos, as altas de preço mais expressivas, na construção civil em setembro, foram registradas em metais para instalações hidráulicas (0,87%); tijolo/telha cerâmica (0,47%) e esquadrias de alumínio (0,17%).Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em tubos/eletrodutos e conexões-aço/ferro galvanizado (-0,74%); chuveiro elétrico (-0,88%) e madeira para telhados (-0,14%).Fechado do anoO IGP-M deve fechar este ano com uma taxa acumulada próxima de 3,5%, segundo projeção feita nesta quinta pelo coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. Se este porcentual for confirmado, o índice anual deve ser o terceiro menor da história, sendo que o primeiro foi de 1,21%, registrado no acumulado do ano passado, e o segundo, em 1998, de 1,7%.No acumulado de 12 meses até setembro, o IGP-M apresenta variação de 3,28%, muito próximo da expectativa de Quadros para o final do ano. Ele lembrou que, no último trimestre de 2005, o porcentual registrado pelo IGP-M foi de 1%.Considerando que o acumulado de 2006 até setembro estava em 2,26%, existe a possibilidade de a taxa ficar até mesmo abaixo do patamar de 3,5%. "Será que a variação de 1%, vista de outubro a dezembro de 2005, vai se repetir este ano no mesmo período? Não posso responder", afirmou, ressaltando que ainda há muitas incógnitas para a inflação até o final de 2006, como o possível reajuste dos combustíveis e o comportamento de alguns preços agrícolas, como soja e carne bovina.Essa possibilidade de a inflação de mercado poder ficar até mesmo abaixo de 3,5% ganha ainda mais importância, se for lembrado que, no início de 2006, as projeções estavam mais próximas de 4,5%. "O mais provável é que possamos fechar o ano em uma faixa de 3,5%", insistiu. Matéria alterada às 14h para acréscimo de informações

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 12h11

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