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Inflação desacelera no ínicio de 2008, puxada por alimentos

Preços dos alimentos sobem menos em janeiro e ajudam indicadores a registrar alta menor em 2008

Agência Estado,

12 de fevereiro de 2008 | 13h27

Os índices de inflação dão sinais de desaceleração neste início de 2008, como apontam os principais indicadores divulgados até a segunda semana de fevereiro. O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), por exemplo, registrou variação de 1,09% em janeiro, ante alta de 1,76% em dezembro do ano passado. O principal responsável por essa diminuição, segundo especialistas, é o grupo alimentação.   Veja também:  Entenda os principais índices de inflação    O coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, afirmou que as pressões sobre os preços "estavam quase que exclusivamente concentradas em alimentos", que agora, no varejo, estão ficando mais baratos. O grupo de alimentação teve deflação de -0,03% no varejo nesta primeira prévia de fevereiro.   O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), Marcio Nakane, destacou que os alimentos registraram na primeira quadrissemana de fevereiro o sexto recuo seguido. "É uma boa notícia, porque esse grupo promete estender por um tempo maior essa trajetória", afirmou, acrescentando que passadas as pressões decorrentes das festas de Natal e carnaval, o grupo alimentação e como a inflação como um todo "entram em mares tranqüilos".   "Não vemos pressão vindas desse grupo no curto prazo", afirmou o coordenador. Para ele, a trajetória da inflação continua sendo de desaceleração. Em janeiro, o IPC-Fipe - que mede a variação de preços na cidade de São Paulo - teve alta de 0,52%, ante 0,82% em dezembro.   "No geral, a inflação dá sinais de ceder", complementou Quadros. "O Banco Central avisou que se for preciso sobe juros, mas acho que não é preciso. A inflação não baixa de repente, mas acho que não vai se acelerar", afirmou.   Quadros entende que é melhor "esperar para ver o quanto a inflação de alimentos vai ceder" e avalia que "os serviços vão subir um pouco mais neste ano, mas nada que vá desestabilizar". Ele comenta que os reajustes de serviços escolares e de cursos que fazem parte do grupo "Educação, leitura e recreação", que normalmente ocorrem no início do ano, "não foram além de repassar a inflação passada".

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