Inflação deve fechar o mês em 0,2%

A média de aumento do custo de vida em São Paulo deve ficar em torno de 0,2% no fechamento do mês de setembro e manter-se neste nível pelo menos até a divulgação do resultado da segunda quadrissemana de outubro, segundo previsão do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), Heron do Carmo.Novos aumentos no índice, bem menos significativos que os registrados em julho (1,40%) e agosto (1,55%), viriam em conseqüência do lançamento da coleção de moda primavera/verão e da pressão da entressafra da carne a partir da segunda quinzena do mês que vem. Ainda assim, a expectativa de Heron é de que o IPC não supere 0,5% ao mês até o fim do ano, ficando em nível próximo ao de setembro em dezembro. No ano, o índice não será maior que 5,5%, com chance de fechar mais próximo de 5%. A única dúvida é com relação a um novo aumento dos combustíveis. O cálculo da estimativa para este mês foi revisto para baixo pelo economista por conta do resultado apresentado pelos grupos alimentação e vestuário na terceira quadrissemana do mês. Ambos registraram altas menores do que as previstas.Os alimentos industrializados, por exemplo, que poderiam ter incorporado o aumento verificado anteriormente nos semi-elaborados, registraram 0,33% de alta, 0,09 ponto porcentual abaixo do resultado da quadrissemana anterior. A variação de preço da gasolina apresentou queda de 0,06% no período. "Boa parte do repique dos preços já foi recuperada", diz Heron. De acordo com ele, novamente, o País conseguiu ultrapassar um choque, como ocorreu no início e no meio do segundo semestre do ano passado."Dentre as pressões residuais, a que mais pressionou o índice na terceira prévia de setembro foi a energia, com aumento de 4,96% e 0,21 ponto porcentual de participação no resultado geral de 0,39%. Em seguida, os itens que mais contribuíram para a alta do período foram, nesta ordem, contrato de assistência médica (que subiu 1,95% e contribuiu 0,06 ponto porcentual) e frango (com aumento de 6,08% e participação de 0,05 ponto porcentual).

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