Inflação dificulta meta atuarial do fundo de pensão Petros

O presidente do fundo de pensãoda Petrobras, Petros, Wagner Pinheiro, disse nessa sexta-feiraque o cumprimento da meta atuarial da entidade em 2008 serámais difícil do quem 2007, quando as aplicações no mercadosfinanceiro deram bom retorno aos investidores e a inflação eramais baixa. A meta atuarial do fundo para 2008, segundo Pinheiro, é de11,5 por cento, sendo que até abril a Petros estava 0,3 pontopercentual abaixo do objetivo. "Apesar do grau de investimento (do Brasil), esse ano vaiser mais complicado que os outros. A rentabilidade dos ativosvai ser mais difícil", admitiu o executivo a jornalistas emencontro sobre previdência complementar. "A inflação subiu um ponto percentual (ante 2007) e vaipressionar a obrigação atuarial. Não teremos gordura paracompensar com título público", analisou Pinheiro, completandoque "vai ser difícil bater a meta, mas perfeitamente factível." Por conta da instabilidade do mercado financeiro,influenciada principalmente pela crise do sub-prime nos EstadosUnidos, a Petros também prevê para este ano uma rentabilidadedas suas aplicações em renda variável menor do que em 2007. Segundo Pinheiro, a carteira de renda variável deve subirdos 29 por cento em 2007 para aproximadamente 32 por cento em2008, ficando longe dos 40 por cento previstos para este ano. "A Petros vem fazendo desde 2003 esse movimento de sair darenda fixa para a variável...Esse ano, depende do comportamentoda bolsa (de valores)", disse Pinheiro. "Dependeremos da bolsase recuperar e a valorização ajudar a gente. Se a rentabilidadenão for explosiva, é um ano para algo em torno de 32 porcento", acrescentou Até abril, a carteira de investimentos da Petros era de 39bilhões de reais e, em 2008, o fundo entrou como sócio deempresas como JBS Friboi e Magnesita, que vêm apresentando boavalorização. JIRAU Pinheiro informou ainda que a Petros está conversando com oconsórcio vencedor do leilão da usina de hidrelétrica de Jirau,no Rio Madeira, para se tornar sócio no emprendimento. Oconsórcio é liderado pela Suez Energy e integrado ainda pelasestatais Chesf e Eletrosul, além da construtora Camargo Corrêa. A Petros possui participação de 3 por cento da outra usinado Madeira, a hidrelétrica de Santo Antônio, que seráconstruída pelo consórcio Furnas e Odebrecht. "Eles trouxeram um parceiro externo. O Suez é forte e temdinheiro barato. A impressão é que eles estão com ofinanciamento já captado", afirmou o executivo, que disse aindater interesse de entrar no empreendimento. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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