Inflação do aluguel acelera para 0,98% na 1ª prévia do mês

Em igual período de janeiro, alta do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) foi de 0,27%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 08h47

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de fevereiro registrou aceleração para 0,98% após apresentar inflação de 0,27% em igual prévia do mesmo índice no mês passado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de fevereiro.

O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do IGP-M, teve aumento de 1,16% na prévia anunciada hoje, em comparação com a alta de 0,25% na primeira prévia de janeiro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, apresentou avanço de 0,75% na prévia, após subir 0,40% na primeira prévia de janeiro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), com peso de 10% no IGP-M, teve elevação de 0,41% na primeira prévia deste mês, após registrar aumento de 0,07% na primeira prévia de janeiro.

O IGP-M é muito usado para reajuste no preço do aluguel. Até a primeira prévia de fevereiro, o índice acumula aumentos de 1,62% no ano e de 0,05% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de fevereiro foi do dia 21 a 31 de janeiro.

 

Açúcar cristal, álcool etílico anidro e cana-de-açúcar têm maiores altas

 

Segundo a FGV, na avaliação de preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de fevereiro, foram registradas em açúcar cristal (23,81%); álcool etílico anidro (15,53%); e cana-de-açúcar (3,54%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram apuradas em soja em grão (-10,63%); farejo de soja (-8,20%); e ovos (-5,35%).

 

Até a primeira prévia do IGP-M de fevereiro, o IPA registra aumento acumulado de 1,68% no ano, mas ainda acumula deflação de 2,08% no período de 12 meses. De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam taxas negativas de 0,99% no ano e de 6,38% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. Já os preços dos produtos industriais no atacado mostraram alta de 2,54% no ano, mas ainda acumulam queda de 0,67% em 12 meses, até a primeira prévia de fevereiro.

 

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam aumentos de 3,04% no ano e de 3,17% em 12 meses até a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. Já os preços dos bens intermediários subiram 1,89% no ano, mas acumulam taxa negativa de 2,96% em 12 meses, até a primeira prévia do mês. Por fim, os preços das matérias-primas brutas registram quedas acumuladas de 0,67% no ano e de 7,75% em 12 meses, até a primeira prévia de fevereiro.

 

No varejo, tarifa de ônibus continua a pressionar índice, mas alta do álcool combustível já é sentida

 

A FGV informou ainda que, na análise da movimentação de preços por produtos, as altas mais expressivas no varejo, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de fevereiro, foram registradas em tarifa de ônibus urbano (4,09%); álcool combustível (9,36%); e batata-inglesa (7,14%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em limão (-20,06%); passagem aérea (-10,19%); e tomate (-5,81%).

 

No varejo, o IPC acumula avanços de 1,75% no ano e de 4,59% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, da primeira prévia do IGP-M de janeiro para igual prévia em fevereiro (de 0,40% para 0,75%) foi influenciada principalmente por taxas de inflação mais intensas ou fim de deflação em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador. É o caso de Alimentação (de 0,79% para 0,86%); Habitação (de 0,12% para 0,29%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,05% para 1,00%); Transportes (de 0,37% para 2,18%); e Despesas Diversas (de -0,01% para 0,24%). As outras duas classes de despesa apresentaram desaceleração de preços. É o caso de Vestuário (de 1,04% para 0,48%); e de Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,26%).

 

Argamassa, serviços e condutores elétricos aumentam custo na construção civil

 

Na análise de preços por produtos, as altas de preço mais expressivas na construção civil, na primeira prévia deste mês, foram registradas em argamassa (2,27%); taxas de serviço e licenciamentos (2,63%); e condutores elétricos (3,65%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em perna 3x3/estronca de 3ª (-0,55%); elevador (-0,14%); e compensados (-0,80%).

 

Na construção civil, o INCC acumula elevações de 0,93% no ano e de 3,54% em 12 meses até primeira prévia do IGP-M de fevereiro. De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do INCC, da primeira prévia de janeiro para igual prévia em fevereiro (de 0,07% para 0,41%) foi influenciada por taxas de inflação mais fortes nos preços de materiais, equipamentos e serviços (de 0,13% para 0,45%); e de mão de obra (de 0,0% para 0,36%), no mesmo período.

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