Inflação do aluguel desacelera para 0,91% na 2ª prévia de março

Em igual prévia de fevereiro, IGP-M havia avançado 1,10%, afirma FGV

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 08h23

 A segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de março subiu 0,91%, após avançar 1,10% em igual prévia do mesmo indicador em fevereiro. O resultado, anunciado nesta segunda-feira, 22, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma elevação entre 0,85% e 1,09%, e se posicionou abaixo da mediana das expectativas (0,95%). O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis.

 

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de março. O IPA-M subiu 1,10% na prévia anunciada nesta segunda o, após avançar 1,34% em igual prévia do mesmo índice em fevereiro. Por sua vez, o IPC-M teve alta de 0,64% na segunda prévia deste mês, em comparação com o aumento de 0,80% na segunda prévia do mês passado. Já o INCC registrou taxa positiva de 0,37% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,39% na segunda prévia de fevereiro.

 

Até a segunda prévia de março, o IGP-M acumula aumentos de 2,74% no ano e de 1,91% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M do terceiro mês do ano foi do dia 21 de fevereiro a 10 de março.

 

Atacado

 

Na análise da movimentação de preços entre os produtos no atacado, na segunda prévia do IGP-M deste mês, as altas de preço mais expressivas foram registradas em laranja (28,39%); tomate (63,67%); e leite in natura (5,58%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado, foram apuradas em soja em grão (-3,90%); farelo de soja (-11,28%); e arroz em casca (-7,83%).

 

Até a segunda prévia do IGP-M de março, o IPA-M acumula altas de 3,06% no ano e de 0,49% em 12 meses. O indicador representa 60% do total do IGP-M. Até a segunda prévia deste mês, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumentos de 3,46% no ano, e de 0,66% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram altas de 2,93% no ano, e de 0,43% em 12 meses.

 

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), os preços das matérias-primas brutas registram inflação de 1,93% no ano, mas acumulam taxa negativa de 2,44% em 12 meses, até a segunda prévia de março.

 

Varejo

 

Na análise dos preços dos produtos no varejo, as altas de preços mais expressivas, na segunda prévia do IGP-M de março, foram apuradas em tomate (31,49%); açúcar refinado (8,92%); e leite tipo longa vida (4,05%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em maçã nacional (-16,97%); cenoura (-8,15%); e alcatra (-2,26%).

 

No varejo, o IPC-M acumula elevações de 2,54% no ano e de 4,95% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de março. O indicador representa 30% do total do IGP-M.

 

Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M, na passagem da segunda prévia do IGP-M de fevereiro para igual prévia do mesmo indicador em março (de 0,80% para 0,64%), foi influenciada principalmente por inflação mais fraca nos preços de transportes (de 2,47% para 0,66%). Este setor foi beneficiado por elevação menos intensa no preço de tarifa de ônibus urbano (de 4,52% para 0,93%), no mesmo período.

 

Construção civil

 

O INCC-M acumula aumentos de 1,25% no ano e de 4,04% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de março - sendo que o INCC representa 10% do total do IGP-M. De acordo com a FGV, a leve desaceleração na taxa do INCC-M, da segunda prévia do IGP-M de fevereiro para igual prévia em março (de 0,39% para 0,37%) foi influenciada por taxa de inflação mais fraca no segmento de materiais, equipamentos e serviços (de 0,48% para 0,45%) no mesmo período.

 

Entre os produtos pesquisados, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço na construção civil, na segunda prévia do IGP-M de março, foram registradas em engenheiro (1,08%); vergalhões e arames de aço ao carbono (1,02%); e servente (0,41%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em argamassa (-0,60%); eletricista (-0,25%); e madeira para telhados (-0,32%).

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