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Inflação do consumidor de março na zona do euro é revisada para alta de 1,3%

Embora os custos da energia tenham continuado altos, o núcleo da inflação - que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco - teve a maior alta mensal desde 1996

Danielle Chaves, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 08h42

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve em março uma alta maior do que a calculada anteriormente, segundo a Eurostat. A inflação no mês passado foi revisada para 1,3% em comparação com fevereiro e 2,7% em relação a março do ano passado, de 1,2% e 2,6% anunciados antes. O aumento mensal revisado do CPI foi o maior desde março do ano passado.

Embora os custos da energia tenham continuado altos, o núcleo da inflação - que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco - teve a maior alta mensal desde que os registros começaram a ser feitos, em janeiro de 1996. O núcleo do CPI subiu 1,5% em março ante fevereiro e 1,6% ante março do ano passado.

Reino Unido

A taxa de inflação no Reino Unido teve alta inesperada em março, desapontando as expectativas de que a variação dos preços ao consumidor seria moderada e ajudaria na recuperação econômica. O dado ainda levanta questões sobre as projeções do Banco da Inglaterra de que a inflação recuaria para a meta deste ano e poderia desestimular a autoridade monetária a tomar mais medidas para reaquecer a economia.

A taxa de inflação anual subiu para 3,5% em março, de 3,4% em fevereiro, a primeira aceleração desde setembro do ano passado, impulsionada por bebidas não alcoólicas e alimentos, em especial frutas, pão e cereais, além de carne, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.

Em bases mensais, o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% em março, de alta de 0,6% em fevereiro, com quedas nos preços de alimentos e bebidas não alcoólicas encobrindo a alta recorde nos preços de roupas e calçados para o período e aumentos nos custos de transportes devido a elevação recorde de preços de diesel e gasolina.

A previsão de economistas era de que a taxa de inflação ficasse inalterada no ano e subisse 0,3% no mês, conforme a média das expectativas de especialistas ouvidos pela Dow Jones na semana passada.

O núcleo da inflação anual, que exclui itens de maior volatilidade, como energia, comida, tabaco e álcool, também acelerou para 2,5% em março, de 2,4% em fevereiro, ante expectativa de economistas de alta de 2,3%.

O índice de preços do varejo, uma medida alternativa de inflação que inclui pagamentos de juros de empréstimos e depreciação de residências, subiu 0,4% no mês 3,6% no ano em março - menor taxa anual desde dezembro de 2009 e em linha com as estimativas de economistas. As informações são da Dow Jones

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