Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Inflação do idoso em 2018 foi maior que a da população em geral

O IPC-3i, índice calculado pela FGV, fechou o ano em 4,75%, enquanto o IPC-Br teve alta de 4,23% no ano passado; maior contribuição para o resultado veio do preço dos alimentos

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2019 | 10h50

RIO - A inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,69% no terceiro trimestre de 2018 para 0,80% no quarto trimestre, informou nesta segunda-feira, 14, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, acumulou uma alta de 4,75% no ano de 2018.

Com o resultado, a variação de preços percebida pela terceira idade ficou acima da taxa de 4,32% acumulada no ano passado pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que apura a inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,50%.

No quarto trimestre de 2018, três das oito classes de despesa do IPC-3i registraram taxas de variação mais elevadas do que no terceiro trimestre. 

A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Alimentação, que passou de uma queda de preços de 1,57% no terceiro trimestre para um avanço de 3,49% no último trimestre do ano. Hortaliças e legumes subiram 52,48% no quarto trimestre, depois de uma queda de 31,93% registrada no terceiro trimestre.

Os demais aumentos ocorreram nos grupos Vestuário (de -0,55% para 1,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,21% para 2,85%), sob influência de itens como roupas (de -1,01% para 1,73%) e passagem aérea (de 19,60% para 30,61%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Habitação (de 1,74% para -0,89%), Transportes (de 0,73% para -0,20%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,20% para 1,14%) e Despesas Diversas (de 0,66% para 0,31%). Os itens de destaque foram tarifa de eletricidade residencial (de 5,27% para -8,12%), gasolina (de 1,79% para -4,92%), medicamentos em geral (de 0,47% para 0,17%) e cigarros (de 2,63% para 0,04%).

O grupo Comunicação repetiu no quarto trimestre a alta de 0,22% verificada no trimestre anterior, sob impacto dos pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,18% para 1,26%) e da mensalidade para TV por assinatura (0,99% para 0,22%). 

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