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Inflação do Japão tem alta recorde em maio

Os preços ao consumidor do Japão atingiram o seu mais alto nível em uma década em maio, devido à alta dos preços da energia e dos alimentos, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira.Outros dados sugerem que o enfraquecimento da demanda interna está elevando os estoques das companhias. Isso, junto com a contínua queda no mercado de trabalho, sugere que a economia japonesa está desacelerando.O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor, que exclui os preços dos alimentos frescos, subiu 1,5% em maio, em base anual, seguindo a elevação de 0,9% de abril, disse o Ministério de Negócios Internos e Comunicações.A leitura foi a mais alta desde março de 1998, quando o índice avançou 1,8%. Este foi o oitavo mês consecutivo de ganhos e superou a elevação de 1,4% prevista pelos economistas.Segundo os analistas, os preços da energia vão manter a tendência de alta, afetando a segunda maior economia do mundo. Os preços futuros do petróleo cru ultrapassaram ontem os US$ 140 o barril pela primeira vez.Além da energia, "os preços dos alimentos e dos bens de uso diário podem subir, o que poderia elevar o núcleo dos preços ao consumidor em torno de 2%", disse Takeshi Minami, economista-chefe no Instituto de Pesquisa Norinchukin. Outros dados mostraram que a produção industrial subiu 2,9% em maio, marcando a primeira alta em três meses, em parte devido à demanda por equipamentos de transporte, de acordo com o Ministério de Economia, Comércio e Indústria.No entanto, o ministério também disse que os estoques aumentaram pela primeira vez em dois meses em maio, alta de 0,5% ante ao mês anterior, e os fabricantes de manufaturas prevêem uma queda na produção de 0,9% em junho. O crescimento dos estoques é geralmente um sinal de queda na demanda por produtos. Enquanto isso, o consumo das famílias em geral caiu 3,2% em maio, em base anual e ajustado à inflação. Este foi o maior declínio desde setembro de 2006, quando o consumo recuou 6,0%. A taxa de desemprego no país permaneceu estável em 4% em maio, ajustada sazonalmente, em comparação com abril, de acordo com o ministério. O número total de desempregados cresceu pelo segundo mês consecutivo. As informações são da Dow Jones

Agencia Estado

27 de junho de 2008 | 06h03

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