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As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Inflação domina atenção dos mercados

A preocupação com a alta da inflação tem norteado os negócios, principalmente no mercado de juros. As taxas registram alta e esse nervosismo acaba influenciando o mercado de câmbio. Para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a possibilidade de alta da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) seria motivo para a queda das ações, já que o investidor poderia apurar um ganho maior sem assumir o risco do mercado acionário. Porém, com a alta da inflação, o juro real fica menor e leva o investidor a buscar ativos reais e que poderiam trazer um rendimento real maior. Às 14h40, o dólar comercial está cotado a R$ 3,6650, em alta de 1,52%, no patamar máximo do dia. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em abril, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 26,270% ao ano, frente a 26,010% ao ano ontem. Já os contratos com vencimento em janeiro apresentam taxas de 23,120% ao ano, frente a 22,890% ao ano ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 2,31%, em 10.476 pontos. O volume de negócios está em R$ 175,8 milhões. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de dezembro e há analistas que esperam uma elevação superior a um ponto porcentual. Na reunião passada, a Selic passou de 21% ao ano para 22% ao ano. O número de analistas que apostam nesse cenário aumentou depois da divulgação do índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) ontem, em 5,19%. O próximo índice de inflação sai na sexta-feira - o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de novembro.Para piorar as perspectivas em relação à inflação, a Petrobras anunciou a divulgação de novos reajustes de preços. O comunicado, embora tenha incluído algumas quedas de preço, acrescentou mais ingredientes negativos do que positivos para o cenário de inflação. Caem os valores da gasolina (-1,6%), querosene de aviação (-14,4%), nafta (-14,5%) e óleo combustível (-2,7%); mas sobem os preços do óleo diesel (9,5%), gás liqüefeito de petróleo (GLP) industrial/comercial (5,7%) e GLP para botijão de 13 kg (9,5%). Esses dados, assim como uma possível alta das tarifas de transporte em São Paulo, não estavam sendo considerados pelos especialistas que fizeram previsões já alarmantes sobre inflação.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 14h56

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