Inflação dos alimentos no mundo cai 2,1% em julho em quarto mês consecutivo de queda

Segudno a FAO, queda da inflação mundial foi determinada principalmente por uma acentuada queda nos preços internacionais do milho, trigo e algumas oleaginosas

Tomas Okuda, Agência Estado

07 de agosto de 2014 | 09h30

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta quinta-feira, 7, caiu pelo quarto mês consecutivo em julho, principalmente por causa de uma acentuada queda nos preços internacionais do milho, trigo e algumas oleaginosas, refletindo ampla oferta dessas commodities. 

Com base nos preços de uma cesta de commodities agrícolas, o índice da FAO registrou em julho média 203,9 pontos, 4,4 pontos abaixo do nível revisto em junho passado (208,3 pontos, ou menos 2,1%) e 3,6 pontos inferior ao de julho de 2013 (207,5 pontos, ou menos 1,7%).

A economista sênior da FAO, Concepción Calpe, informa, por meio de comunicado, que a queda persistente dos preços dos alimentos desde março reflete melhores expectativas de oferta nas temporadas atuais e futuras, especialmente para cereais e óleos, facilitando a recomposição dos estoques mundiais.

No caso do óleo de soja, as cotações caíram principalmente em resposta à perspectiva de uma grande colheita nos Estados Unidos, bem como uma oferta abundante na América do Sul.

Em contrapartida, os preços da carne subiram pelo quinto mês consecutivo em julho. Segundo Concepción, muitos países exportadores de carne estão em fase de recomposição dos rebanhos, limitando a disponibilidade do produto para exportação, sustentando preços. Com relação aos produtos lácteos, a FAO considera que nota-se abundante fontes globais de fornecedores, enquanto a demanda é vacilante.

Segundo a FAO, as cotações do açúcar mantiveram-se firme no mês passado. Os preços internacionais do produto têm se mostrado relativamente voláteis ao longo dos últimos três meses, em meio à incerteza sobre o impacto de uma seca nos canaviais do Brasil, o maior produtor e exportador mundial. Além disso, as indicações de chuvas de monções abaixo média na Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar, sugerem possibilidade de frustração de safra.

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