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Inflação dos EUA está sob controle, mas a confiança cai

A inflação estava sob controle emjulho e as fábricas dos Estados Unidos estavam mais ocupadas doque o previsto, segundo dados econômicos divulgados nestasexta-feira, mas outros números mostraram que a confiança doconsumidor norte-americano piorou em agosto e a perspectivapara o crescimento econômico diminuiu. Mas os mercados e analistas deixaram de lado estes dados,apara se focar, ao invés disso, em um discurso do chairman doFederal Reserve, Ben Bernanke, e no anúncio do presidenteGeorge W. Bush sobre propostas para ajudar a socorrer donos decasas com hipotecas de alto risco, a fim de que possam mantersuas moradias. Bernanke disse que o Fed está pronto para agir o quanto fornecessário para limitar o impacto da turbulência financeira naeconomia, mas não vai ajudar os investidores que tomaramdecisões erradas. "O comitê continua a monitorar a situação e vai agir àmedida que for necessário para conter os efeitos adversos naeconomia em geral que podem surgir das turbulências nosmercados financeiros", afirmou Bernanke em discurso em umsimpósio organizado pelo Federal Reserve de Kansas City. Já Bush disse que a Administração Habitacional Federal(FHA, na sigla em inglês) deve lançar em breve uma novainiciativa para permitir aos proprietários de imóveis quetenham bom histórico financeiro, mas que não estejamconseguindo honrar os pagamentos atuais, refinanciar suashipotecas seguradas pelo órgão. A mudança permitiria que mais mutuários com bons históricosde pagamentos entrassem no programa de empréstimos da FHA. Bush também prometeu redobrar esforços para persuadir oCongresso a apoiar a reforma na FHA. DADOS ECONÔMICOS O núcleo de preços ao consumidor norte-americano subiu umpouco menos que o esperado em julho. Enquanto isso, a renda eos gastos do trabalhador aumentaram e as encomendas industriaisexcederam as expectativas, segundo relatórios do governo. O índice --uma das medidas de inflação preferidas doFederal Reserve-- subiu 0,1 por cento em julho, mostrando umaestabilidade dos custos que manteve a inflação anual excluindoalimentos e energia em 1,9 por cento pelo segundo mês seguido,informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. Analistas consultados pela Reuters esperavam que o núcleodo índice de preços PCE (sigla em inglês) subisse 0,2 porcento. O ganho do indicador em junho na comparação com maio foirevisto para 0,2 por cento de alta, ante o aumento de 0,1 porcento inicialmente informado. "Não parece que a precificação das pressões esteja saindode controle", disse George Davis, estrategista financeiro daRBC Capital Markets, em Toronto. Embora analistas tenham dito que os dados de inflação dãoalgum espaço para o Fed cortar a taxa básica de juros paraevitar uma crise no crédito, os outros dados sugerem que aeconomia pode não estar precisando de tal estímulo.Em uma nota mais inquietante, uma pesquisa de confiança doconsumidor feita pela Reuters junto com a Universidade deMichigan mostrou que o índice caiu ao menor patamar em 12 mesesà medida que cresce entre as famílias a incerteza sobre asperspectivas econômicas devido aos altos preços de alimentos ecombustíveis e das turbulências no setor financeiro. RENDA PESSOAL E ENCOMENDAS À INDÚSTRIA A renda dos norte-americanos cresceu 0,5 por cento emjulho, o que marca o maior ganho mensal desde março, quando aela cresceu 0,8 por cento. O gasto pessoal cresceu 0,4 porcento em julho, seguindo a elevação de 0,2 por cento em junho. O governo norte-americano também informou nesta sexta-feiraque as encomendas à indústria dos Estados Unidos subiram 3,7por cento em julho. Excluindo o setor de transportes, asencomendas cresceram 2,4 por cento por cento. (Reportagem adicional de Gertrude Chavez-Dreyfuss em NovaYork)

DAVID LAWDER, REUTERS

31 de agosto de 2007 | 18h01

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