Inflação é alvo das atenções no mercado

A decisão conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros - Selic - em 16,5% ao ano, sem viés, chamou a atenção do mercado para a realidade da inflação. A perspectiva ainda é de que os preços serão controlados e que haverá a retomada da queda do juro. Mas é certo que o ritmo dos cortes não será tão acelerado, quanto era o esperado nos últimos dias, pelo mercado.O impacto da decisão de ontem do Copom foi maior nos negócios vinculados às taxas de juros. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,080% no início da tarde, frente a 17,030% ao ano registrados ontem no final do dia. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também passou a primeira parte do pregão em movimento de ajuste à cautela demonstrada pelo Copom. A Bolsa reverteu a tendência de alta que apresentou ontem, quando fechou o dia em alta de 1,3%, e passou a operar em queda. No início da tarde, registrava queda de 1,43%, depois de cair até 1,52% na mínima. O volume negociado foi extremamente baixo: apenas R$ 232 milhões até o início da tarde. No mercado de câmbio, o dólar manteve-se praticamente estável. No início da tarde era cotado a R$ 1,8220 na ponta de venda dos negócios. Ontem o preço de venda da moeda norte-americana ficou no patamar de R$ 1,8230, verificado nos últimos negócios do dia.

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