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Inflação e crédito mais restrito derrubam consumo das famílias

Após 18 pacotes de estímulo à economia, ritmo de crescimento anual é de 2,4%, inferior à meta do governo

Fernanda Nunes. Mônica Ciarelli, Mariana Durão e Vinícius Neder, Agencia Estado

29 de maio de 2013 | 09h36

RIO DE JANEIRO - O ritmo do consumo das famílias esfriou no primeiro trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior. A retração nos gastos reflete o impacto da inflação, o crédito mais seletivo por parte dos bancos e a volta do IPI sobre carros. O gasto menor das famílias foi um dos motivos do crescimento de apenas 0,6% no primeiro trimestre, em comparação ao trimestre anterior.

O aumento da inflação está provocando a corrosão da massa salarial, a soma total dos salários recebidos pelos brasileiros ocupados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que explica a estagnação em 0,1% no consumo das famílias em comparação ao trimestre anterior. Em comparação ao primeiro trimestr do ano passado, a alta do PIB foi de 1,9%.

Os números do IBGE indicam que o País está crescendo a um ritmo de 2,4% ao ano. Depois de um crescimento de apenas 0,9% no ano passado, o governo já lançou 18 pacotes de incentivo à economia para rentar fazer o país voltar a crescer, e a meta do governo é de alcançar uma expansão de pelo menos 2,7% este ano.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, afirmou durante a coletiva desta quarta-feira, 29, que não é possível o País ter um programa contínuo de incentivo ao consumo. "Tem que ter uma estabilidade", afirmou a coordenadora, ao comentar o ritmo menor de consumo.

No primeiro trimestre, a massa salarial cresceu 3,2% sobre o mesmo período do ano passado, também em ritmo mais lento. Refletindo o consumo menor e também a queda das exportações, de 6,4%, a indústria apresentou resultados negativos, com retração de 0,3%

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