Inflação e dólar devem cair mais, prevê mercado

As projeções de mercado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caíram pela quarta semana seguida nesta segunda-feira, de 4,56% para 4,55%, segundo informou a pesquisa semanal Focus, o Banco Central. A tendência de queda também foi apresentada pelo dólar, que deve terminar o ano cotado a R$ 2,20. Na última pesquisa, a moeda norte-americana valeria R$ 2,25 no mesmo período. Com a nova queda, as previsões de inflação para este ano se aproximaram ainda mais da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para março, as projeções de mercado para o IPCA aumentaram de 0,32% para 0,34%. Esta foi a segunda alta destas previsões, que estavam em 0,32% há quatro semanas.Para 2007, as estimativas de IPCA foram mantidas em 4,50% pela 30ª semana consecutiva. O porcentual corresponde ao centro da meta para o ano, já fixada pelo CMN.A previsão de queda não parou por aí. A pesquisa registrou, ao mesmo tempo, um recuo das projeções de IPCA para este ano das instituições Top 5, de 4,50% para 4,39%, no cenário de médio prazo. Esta foi a quinta queda seguida destas previsões. que estavam en 4,64% há quatro semanas. Com a nova redução, as previsões de inflação dessas instituições passaram a ficar abaixo da meta central de 4,50%.DólarJá as estimativas de taxa média de câmbio para este ano recuaram pela sétima semana seguida: de R$ 2,21 para R$ 2,20. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,30. Até o final de março, porém, o dólar deve continuar valendo os R$ 2,13 estimados na pesquisa anterior. Para o fim de 2007 as expectativas de câmbio também permaneceram inalteradas pela segunda semana consecutiva, com o dólar valendo R$ 2,40. As projeções de taxa média de câmbio para o próximo ano, em contrapartida, caíram de R$ 2,33 para R$ 2,31. SelicAinda, para o mercado, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada entre os dias 18 e 19 deste mês, deve resultar em um novo corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 16,5% ao ano). Com essas estimativas, a Selic chegará aos 15,75% anuais em abrilPara o fim do ano, as previsões de juros ficaram estáveis em 14,50% pela segunda semana consecutiva. As estimativas de taxa média de juros para este ano, por sua vez, recuaram de 15,50% para 15,46%. Para o final de 2007, as projeções da taxa caíram de 13,50% para 13,38%.PIB e produção industrialJá as previsões de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano ficaram estáveis em 3,50% pela 45º semana consecutiva. O porcentual, apesar de estável, é menor que os 4% esperados pelo próprio BC. As estimativas de aumento do PIB no próximo ano também não mudaram, ficando em 3,70%.Mesmo com o resultado revisado para baixo da taxa básica de juros e a estabilidade do crescimento do PIB, as projeções de mercado para o crescimento da produção industrial neste ano caíram de 4,19% para 4,10%. A queda interrompeu uma seqüência de altas que eram mantidas por duas semanas consecutivas. Para 2007, as projeções de crescimento da produção industrial ficaram inalteradas em 4,25% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,13%. DívidaAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público (endividamento do setor público não financeiro e do BC com o sistema financeiro, com o setor privado não financeiro e com o resto do mundo) neste ano ficaram estáveis em 50,50% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a segunda semana consecutiva em que estas previsões não sofreram alterações. Para 2007, as expectativas de mercado para a dívida também não mudaram, prosseguindo em 49% do PIB. Conta correntePela quarta semana consecutiva, as projeções do mercado para o superávit em conta corrente ficaram em US$ 9 bilhões. As estimativas de superávit da balança comercial neste ano também não mudaram, permanecendo em US$ 40 bilhões pela quinta semana consecutiva. O cenário para o ano que vem, porém, não é tão animador. Para 2007, as projeções do superávit caíram de US$ 5 bilhões para US$ 4,50 bilhões. Há quatro semanas, eram estimados US$ 5,25 bilhões. A queda veio acompanhada de uma redução das previsões de superávit da balança comercial no próximo ano de US$ 36 bilhões para US$ 35 bilhões. Com isto, estas estimativas voltaram aos mesmos US$ 35 bilhões de pesquisa feita há quatro semanas. Investimento estrangeiroPela 11a. semana consecutiva, as projeções para o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País ficaram em US$ 15 bilhões para este ano. O estimado é menor do que o esperado para 2007, quando esta cifra deve atingir US$ 16,3 bilhões. Na pesquisa anterior, esta estimativa estava em US$ 16,2 bilhões.IGP-DI, IGP-M e IPC-FipeAs previsões para a taxa de inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano seguiram a tendência do IPCA, caindo de 4,33% para 4,08%. Esta foi a quinta redução consecutiva destas previsões, que estavam em 4,76% há quatro semanas. Para 2007, as expectativas de mercado para o IGP-DI ficaram estáveis em 4,50% pela quarta semana seguida.As estimativas do mercado para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) - um outro indicador de inflação - também recuaram, caindo de 4,41% para 4,26%. Esta também foi a quinta redução seguida destas estimativas, que estavam em 4,81% há quatro semanas. Para 2007, as projeções de IGP-M ficaram inalteradas em 4,50% pela 16º semana consecutiva.As estimativas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) para este ano, em contrapartida, aumentaram de 4,27% para 4,29%. Estas previsões tinham apresentado cinco reduções seguidas antes do aumento verificado nesta pesquisa. Para 2007, as previsões ficaram estáveis em 4,50%. O IPC-Fipe mede a variação dos preços de produtos e serviços, no município de São Paulo, para famílias que ganham entre 1 e 20 salários mínimos.

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