Inflação e economia desaquecida prejudicam comércio, diz IBGE

Vendas do varejo restrito ficaram estagnadas em outubro e, no conceito ampliado, recuaram 0,4% perante setembro 

Daniela Amorim, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 09h04

A inflação e o desaquecimento da economia no País estão inibindo o crescimento das vendas no varejo, afirmou o gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira. Em outubro, o comércio varejista restrito ficou estagnado ante setembro, na série com ajuste sazonal, enquanto no segmento ampliado, que considera automóveis e construção, houve recuo de 0,4% na mesma comparação.

Na comparação com outubro do ano passado, o varejo restrito cresceu 4,3%. No acumulado ano, avança 6,7% e em 12 mses, 7,3%. Já o conceito ampliado, apontou alta de 1,6% perante outubro do ano passado e acumula altas de 7,3% no ano e de 8,8% nos últimos 12 meses. 

Atividades importantes do comércio varejista registraram recuo ou desaceleração nas vendas em outubro, influenciadas pelos preços mais altos, como combustíveis, que caíram 0,8% ante outubro de 2010; e tecidos, vestuário e calçados, com queda de 2,2%, no mesmo período.

A atividade de hipermercados e supermercados também desaceleraram a alta, graças aos aumentos de preços, sobretudo dos alimentos. "Além dessas atividades estarem com seus preços crescendo acima da média, elas também não estão em um momento bom, porque está ocorrendo uma desaceleração no crescimento da economia como um todo", explicou Pereira.

Revisões

O IBGE revisou a taxa de vendas no varejo, no conceito restrito, na comparação de setembro ante agosto, para uma alta de 0,5%, de uma leitura anterior de +0,6%. No conceito ampliado, a revisão, na mesma base de comparação, passou de uma alta de 0,9% para +0,7%.

A variação de agosto ante julho também foi revisada, de uma queda de 0,4% para um recuo de 0,5%, no conceito restrito. Já no conceito ampliado, a variação de agosto ante julho foi revisada de uma queda de 1,7% para um recuo de 1,8%.

Ainda incluindo as atividades de veículos e motos, partes e peças e material de construção, a taxa de julho ante junho saiu de -0,1% para -0,2%; a variação de junho ante maio passou de +0,1% para +0,2%; e a de maio ante abril saiu de 0,5% para 0,4%.

Por fim, a taxa das vendas no varejo em outubro de 2010 ante o mês imediatamente anterior saiu de 0,0% para 0,2%, no conceito de varejo restrito.

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