Inflação e eleição não balizaram aumento dos combustíveis

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que os efeitos do reajuste dos combustíveis para a inflação não foram a principal preocupação da Petrobras ao decidir o novo preço. "A Petrobras não tem atribuição de controlar a inflação. Isso é atribuição do Banco Central", disse o ministro.Palocci ressaltou que as projeções de inflação, tanto do Banco Central quanto dos analistas de mercado, já contemplavam um aumento do preço dos combustíveis, em função da volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional.O ministro descartou também qualquer relação entre a decisão anunciada hoje pela Petrobras e as eleições municipais. "Este governo tem demonstrado que toma todas as decisões necessárias, no momento necessário, independente de processos eleitorais.". Na avaliação do ministro, o anúncio do reajuste também não terá impacto sobre o segundo turno das eleições, que será no próximo dia 31.Palocci insistiu que o governo não toma e não tomará nenhuma medida que seja "adaptada" ao quadro eleitoral. "Sabemos que no passado a adaptação de políticas a períodos eleitorais custaram muito caro ao País. Este governo não fará isso jamais", disse.EconomiaPara o ministro, a economia brasileira, hoje, tem uma estrutura muito mais forte para lidar com choques do que no passado. "O que mudou dos últimos choques de petróleo para cá são coisas essenciais e estruturais na economia brasileira", disse, citando como exemplo a melhora das contas externas do País e a diversificação da matriz energética do Brasil.Palocci alertou que nem todos os problemas do País estão resolvidos. Ele advertiu que é preciso continuar no caminho das reformas e das medidas de política industrial para que o País possa se desenvolver de maneira eficiente e ganhar, cada vez mais, produtividade e competitividade no mercado internacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.