Inflação e empregos nos EUA sustentam visão de redução de estímulo

Dados divulgados nesta quinta traçaram um cenário um pouco mais otimista do mercado de trabalho e indicaram força dos preços

Reuters,

15 de agosto de 2013 | 13h49

WASHINGTON - O número de norte-americanos solicitando novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para mínima em quase 6 anos na semana passada e os preços ao consumidor subiram amplamente em julho, o que pode deixar o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, mais perto de reduzir seu programa de compras de títulos.

Os relatórios do governo desta quinta-feira traçaram um cenário ligeiramente otimista do mercado de trabalho e indicaram força dos preços na economia lenta.

"Os dados continuam a melhorar e impressionam o mercado, e eu acho que os dados continuarão nessa direção. Então a questão não é mais se eles irão reduzir (o estímulo) em setembro, mas o quanto", disse o chefe de negociações de Treasuries do Bank of Nova Scotia, Charles Comiskey.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 15 mil na semana passada, para 320 mil segundo dados ajustados sazonalmente, o menor nível desde outubro de 2007, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que os pedidos de auxílio-desemprego na semana passada ficassem em 335 mil.

Em um segundo relatório, o Departamento do Trabalho informou que seu Índice de Preço ao Consumidor subiu 0,2% uma vez que os custos de bens e serviços aumentaram. O índice havia subido 0,5% em junho.

A alta de julho ficou em linha com as expectativas de economistas.

Nos 12 meses até julho, o índice de preços ao consumidor avançou 2%, o maior aumento desde fevereiro, após ter subido 1,8% em junho.

O avanço da inflação na direção da meta do Fed de 2% pode oferecer algum conforto às autoridades do banco central que têm alertado sobre os potenciais perigos de uma inflação muito baixa.

A alta nos preços se encaixa na visão do presidente do Fed, Ben Bernanke, de que a inflação baixa é temporária.

O Fed já disse que planeja ainda neste ano começar a reduzir seu programa de estímulo de US$ 85 bilhões que compra em títulos por mês com o objetivo de manter os custos de empréstimo baixos.

A maioria dos economistas acredita que o Fed fará um anúncio após sua reunião de política em setembro sobre o futuro do programa de compra de títulos.

Separadamente, o Federal Reserve informou que a produção nas fábricas, minas e serviços públicos do país ficou estável no mês passado após aumento de 0,2% em junho segundo dados revisados. Economistas consultados pela Reuters esperavam aumento de 0,3% em julho.

Somando-se aos dados divulgados nesta quinta-feira, o índice geral de condições empresariais "Empire State" do Fed de Nova York mostrou que o crescimento do setor industrial no Estado de Nova York desacelerou levemente neste mês, mas o ritmo de contratações acelerou e a perspectiva das empresas para o futuro melhorou.

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