Inflação é incerta e juros podem subir mais, alerta Greenspan

O presidente do banco central dos Estados Unidos (Fed), Alan Greenspan, disse em depoimento no Congresso que a economia norte-americana ainda encontram-se em momento favorável, mas observou que as perspectivas para a inflação são incertas, sinalizando que o Fed continuará a elevar as taxas de juro. Na última reunião do Fed, os juros norte-americanos foram elevados em 0,25 ponto porcentual e chegaram ao patamar de 4% ao ano. A evolução dos juros nos EUA Os furacões que atingiram os EUA recentemente devem prejudicar o crescimento econômico no curto prazo e acentuar a pressão inflacionária, mas "os fundamentos econômicos permanecem firmes e a economia dos EUA parece manter o importante ímpeto de crescimento", disse Greenspan em discurso preparado para o Comitê Conjunto Econômico do Congresso norte-americano. Ele destacou que as perspectivas para o longo prazo continuam favoráveis, já que a produtividade estrutural continua a crescer em ritmo sólido e as atividades de recuperação das áreas atingidas pelos furacões devem alavancar o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, também no longo prazo, as perspectivas para a inflação continuam incertas. Problema a ser resolvido Greenspan também advertiu ao Congresso sobre a necessidade de pôr ordem no terreno fiscal e disse que os déficit orçamentários, se não forem contidos, poderiam apresentar um perigo à saúde da economia a longo prazo. "A menos que a situação mude de curso a alguma altura, essas tendências orçamentárias provocarão graves transtornos econômicos", disse Greenspan. O Governo incorreu em um déficit de US$ 319 bilhões no período fiscal 2005, que acabou em 30 de setembro. O déficit fiscal do período 2004 alcançou o número, sem precedentes, de US$ 412 bilhões. "A redução do déficit a curto prazo, no entanto, será difícil à luz da necessidade de pagar pela reconstrução necessária após os furacões", acrescentou Greenspan.

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