Inflação é pontual, mas reajustes de escolas preocupam, diz Dieese

A disparada no custo de vida na cidade de São Paulo em janeiro, segundo o ICV do Dieese, para uma taxa de 1,46% ante uma variação de 0,32% em dezembro,é significativa, mas se restringe à sazonalidade do período. A definição é da coordenadora do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto. No entanto, dois componentes desta taxa de inflação preocupam a coordenadora do Dieese. O grupo Educação, cujos reajustes se acondicionam dentro do fator sazonalidade da época, sofre com um aumento adicional e injustificável das mensalidades escolares. No ano passado, diz Cornélia, quando as incertezas quanto à manutenção da política econômica se refletiam em expectativas de uma taxa de inflação maior, as escolas reajustaram seus preços em 7,97%. Este ano, em que as projeções de inflação são menores, c om a meta inflacionária de 5,5%, os reajustes das escolas chegaram a 8,55%. "Tanto que estamos fazendo um estudo sobre os gastos com escolas para tentar responder se os reajustes são abusivos ou se referem à reposição de perdas com a inflação passada", diz a coordenadora do ICV-Dieese. De acordo com ela, este estudo deverá ficar pronto antes do Carnaval.O outro fator de preocupação, segundo Cornélia, está dentro do grupo Transportes. "Apesar de este grupo ter registrado uma variação de 0,48%, uma taxa pequena, ela se concentra no subgrupo Transporte Individual, com variação de 0,57%. "Ainda que a variação não seja elevada, ela vem de um aumento pouco justificável na taxa de licenciamento de carros, cujo preço passou de R$ 12,64 para R$ 42,47, com um ajuste de 236%", diz Cornélia.

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