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Inflação em 12 meses está abaixo da meta

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada em 12 meses está abaixo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%: em 4,23%. O dado, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou ainda que a taxa de maio foi de 0,10%, contra 0,21% atingida em abril. O resultado acumulado do ano caiu praticamente pela metade, na comparação com o mesmo período de 2005: de 3,18% para 1,75%. Em maio de 2005, o índice havia ficado em 0,49%.O barateamento do preço do álcool combustível foi o principal responsável pela desaceleração do IPCA de maio. Segundo técnicos do instituto no documento de divulgação, o preço do litro, como resultado da colheita e comercialização da safra de cana-de-açúcar, ficou 11,06% mais barato, contribuindo negativamente no índice em 0,16 ponto porcentual. O produto vinha subindo desde julho do ano passado e chegou a atingir alta de 12,85% em março. Mesmo com a intensa queda em maio, em relação a dezembro do ano passado, o litro teve aumento de 13,35%. Já a gasolina, passou a custar 0,44% a mais em relação ao mês anterior, com alta localizada nas regiões metropolitanas de Recife (4,46%), Curitiba (4,33%) e Goiânia (2,43%). Remédios e vestuárioSegundo o IBGE, não foi somente o álcool que teve sua participação na desaceleração da taxa. A variação nos preços dos remédios, mesmo com aumento de 1,41% e contribuição individual de 0,06 ponto percentual no mês, influenciou o baixo resultado do IPCA de maio. Em abril, os remédios tiveram variação de 2,03%. Da mesma forma, os artigos de vestuário, embora mostrando alta decorrente da mudança de estação, tiveram crescimento menor do que no mês anterior (de 1,18% para 0,90%). Assim como a energia elétrica (de 1,23% para 0,24%) e o condomínio (de 1,25% para 0,74%), que também cresceram menos.Alimentos Nos alimentos, apesar de vários produtos em queda, o resultado do grupo ficou perto de zero e mostrou crescimento em relação a abril ao passar de -0,27% para -0,03%. É que os preços do frango reagiram e o produto chegou a ficar 8,42% mais caro para o consumidor (-5,93% em abril), com contribuição de 0,06 ponto percentual. Além do frango, subiram os preços das carnes (de -1,33% para 1,17%). Já o leite pasteurizado (de 3,21% para 1,40%), mesmo em alta, mostrou desaceleração em relação ao mês anterior.Referência O IPCA é o índice de inflação usado pelo governo como referência para a meta de inflação, que neste ano é de 4,5%. A última pesquisa do banco Central mostra que a expectativa é de que a meta será cumprida e o Índice ficará em 4,31% no acumulado deste ano.É este índice que baliza as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), em relação aos rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic. Se os preços estão em alta, o Comitê eleva o juros para conter o consumo e, com isso, reduzir a pressão de alta sobre os preços. O IPCA é calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.INPCO Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) permaneceu praticamente estável na passagem de abril para maio, indo de taxa de 0,12% para 0,13%. O acumulado do ano ficou em 1,13%, menos da metade do acumulado em igual período do ano passado, quando estava em 3,39%. No acumulado dos últimos doze meses, a taxa ficou em 2,75%, também abaixo dos 3,34% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2005, o índice havia ficado em 0,70%.Em maio, os alimentos ficaram 0,12% mais baratos, enquanto os demais produtos aumentaram 0,23%. Sobre as regiões pesquisadas, o maior índice foi registrado em Salvador, com 0,48%; enquanto os menores resultados ficaram a cargo de Fortaleza (-0,48%) e Belo Horizonte (-0,11%).O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 08 salários mínimos.

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