Inflação em 12 meses ganha força e salta para o maior nível em 3 anos

IPCA acumulado avançou para 6,75% no último mês e ficou mais distante do teto da meta; índice mensal variou 0,57% em relação a agosto, principalmente por causa da alta dos preços de alimentos

, Economia & Negócios, Agência Estado

08 de outubro de 2014 | 09h00

 Atualizado às 11h00

A inflação em 12 meses no Brasil se distanciou ainda mais acima do teto da meta do governo, de 6,50%, em setembro - divulgou nesta quarta-feira, 8, o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O ritmo anual de alta dos preços da economia foi de 6,75% no período - o maior nível desde outubro de 2011. No mês, em relação a agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,57%. 

O resultado ficou acima do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, serviço da Agência Estado que iam de uma taxa de 0,42% a 0,50%, com mediana de 0,48%. 

Na última medição, a inflação mensal havia sido de 0,25%. Em 12 meses, o IPCA apontava alta de 6,51%.

 

 

O setor de Alimentos e Bebidas, após três baixas consecutivas, subiu 0,78% em setembro em relação a agosto. Com impacto de 0,19 ponto porcentual, foi o principal responsável pela alta média dos preços. O produto "vilão" da vez é a  carne, com 0,08 ponto porcentual de peso. O preço do quilo do alimento ficou, na média, 3,17% mais caro. Isoladamente, o alimento que ficou mais caro foi a cebola: 10,17%.

O segundo segmento de maior importância na alta do IPCA foi Transportes, cujo avanço foi de 0,63% no mesmo período. O preço das passagens aéreas foi responsável por 0,07 ponto porcentual dessa alta. A inflação ligado a carros teve também alguma relevância, com alta de 1,35% nos custos de consertos de automóveis e de 0,76% na compra de autos novos.

Serviços. A inflação de serviços ficou em 0,77% em setembro. Em agosto, a alta havia sido de 0,59%. "Os serviços aceleraram na passagem de agosto para setembro, influenciados pelas passagens aéreas, que subiram, e pelo fim da ajuda dos hotéis, que ajudaram a conter a taxa em agosto", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Fora as passagens aéreas, como dito acima, os preços das diárias em hotéis registraram alta de 0,81% em setembro, após a forte queda de agosto, de 10,13%. Segundo Eulina, os recentes aumentos de preços nas passagens aéreas podem ser uma recuperação das reduções verificadas na época da Copa, quando houve menor demanda por voos. "Provavelmente eles estão recuperando aquele momento lá", avaliou.

Em 12 meses até setembro, a alta nos preços dos serviços ficou em 8,58%, acima da taxa de 6,75% registrada pelo IPCA no período

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