Divulgação
Divulgação

Inflação em maio é a menor para o mês desde 2007

No acumulado em 12 meses, o indicador registrou 3,60%, menor variação desde 2007; ante abril, IPCA teve alta de 0,31%

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2017 | 09h15

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em maio a menor variação (+0,31%) para o mês desde 2007, quando ficou em +0,28%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Já o acumulado nos 12 meses até maio passado (3,60%) é a taxa mais baixa desde maio de 2007, quando o acumulado foi de 3,18%. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a última vez que a taxa em 12 meses do IPCA ficou na casa dos 3% foi em julho de 2007.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,25% a 0,53%, com mediana de 0,47%.

Safra brasileira deve registrar recorde de 238 milhões de toneladas

O aumento de 8,98% nas contas de luz teve o maior impacto de alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, acrescentando 0,29 ponto porcentual ao indicador. Com isso, o grupo Habitação avançou 2,14% no IPCA de maio, maior impacto de alta.

CELSO MING: O que era excelente ficou ainda melhor

Embora a energia elétrica tenha sido, sozinha, responsável pela aceleração do IPCA de 0,14% em abril para 0,31% em maio, a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que essa pressão é pontual. 

"Foi um fato que fez reverter o que tinha acontecido no mês anterior", disse Eulina. Em abril, a energia elétrica puxou o IPCA para baixo, por causa da devolução, nas contas de luz, de cobrança indevida referente ao custo da energia da usina nuclear Angra 3, ainda em construção. "Assim como puxou pra baixo (em abril), puxou pra cima (em maio)", disse Eulina, destacando o efeito da base de comparação.

Em anúncio de Plano Safra, Temer diz que fica no governo até 2018

A pesquisadora citou a demanda em queda e a supersafra de grãos como motivos para manter a inflação comportada. "A demanda está segurando fortemente os preços. São 14 milhões de desempregados", afirmou Eulina, lembrando que as projeções apontam para uma safra "imensa" em 2017.

 

Mais conteúdo sobre:
IPCA Ibge

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.