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Inflação em novembro fica em 0,51% e continua acima do teto da meta

IPCA acumulado em 12 meses fica em 6,56% e, pelo quarto mês consecutivo, ultrapassa 6,50% pretendidos pelo governo

Gustavo Santos Ferreira , Economia & Negócios - Atualizado às 9h31

05 Dezembro 2014 | 09h00

A inflação mensal em novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), veio mais alta que a de outubro - divulgou nesta quinta-feira, 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, os preços praticados na economia subiram 0,51%, ante os 0,42% do mês anterior.

Dessa forma, a inflação acumulada em 12 meses, de 6,56%, continua acima do teto da meta oficial do governo, de 6,50%, pela quarta vez consecutiva. Em outubro, estava em 6,59%.

De acordo com o IBGE, o item Alimentação e Bebidas, como ao longo de boa parte do ano, foi o de maior pressão sobre o índice. A alta em novembro foi de 0,77%. O impacto do grupo foi de 0,37% no IPCA de novembro. E, agora há três meses, a carne é o principal produto responsável pelo avanço média dos preços. Com 0,09 ponto porcentual de peso, ficou 3,46%, em média, nas cidades pesquisadas. Mas só em Belém, por exemplo, ficou 7,51% mais cara entre um mês e outro.

O item Transportes, com alta de preços média de 0,43%, já reflete o reajuste recente dos preços dos combustíveis. Na média, eles ficaram 1,64% mais caros em novembro. Nas contas do IBGE, apenas a gasolina subiu 1,99% na média. Com isso, foi o produto detentor do segundo maior impacto no índice, de 0,07%.

A energia elétrica também teve com grande influência sobre a inflação em novembro, em alta média das tarifas de 1,67%. O grupo Habitação, do qual faz parte, avançou 0,69%, contrabalançado pela redução média de 1,27% nas taxas de água e esgoto.

Outros itens que apresentaram aceleração em novembro se comparados a outubro foram: Saúde e Cuidados Pessoais, com avanço de 0,39% para 0,42%; Despesas Pessoais, de 0,36% para 0,48%; e Comunicação, da deflação de -0,05% para a alta de 0,08%.

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