Inflação em queda diminui oscilações

As boas notícias sobre a inflação, que vinham sendo ofuscadas pela alta do petróleo, finalmente impactaram positivamente nos negócios do mercado de juros. A terceira prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ficou em 0,39%, abaixo das estimativas do mercado, próximas de 0,50%. Isso resultou numa revisão do próprio instituto na estimativa para a inflação do mês. A projeção, que era de 0,30%, passou para 0,20%.Ainda no início da manhã foi conhecida também a taxa do IPCA-15 de setembro, que ficou em 0,45%, contra 1,99% em agosto. Esse Índice adquire grande importância pois sinaliza a tendência do IPCA, utilizado pelo governo para as metas inflacionárias. E, de acordo com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) referente à sua reunião de agosto, os IPCA de setembro, outubro e novembro ficariam em torno de 0,5%. Para o mercado, isso ainda não quer dizer que a queda da taxa básica de juros - Selic - virá imediatamente, mas melhora as perspectivas. Os analistas estão conscientes que o petróleo continua sendo a principal preocupação tanto para os índices de inflação quanto para a atividade econômica. E esse ainda não mostrou o recuo desejado, nem estabilidade confiável.Há pouco, o barril do petróleo bruto, negociado em Londres, estava cotado a US$ 30,90 - alta de 0,48% em relação ao fechamento de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,060% ao ano, frente a 17,100% ao ano registrados ontem. O dólar comercial está cotado a R$ 1,8500 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,05% em relação aos últimos negócios de ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a subir 0,9% na abertura dos negócios. Porém, a falta de recursos impediu a continuidade de alta. O volume de operações encerrou a primeira parte do pregão em R$ 261 milhões, projetando cerca de R$ 530 milhões para todo o período.Operadores continuam atentos a um possível agravamento das oscilações no mercado norte-americano. Em outubro começa a divulgação dos resultados do terceiro trimestre das empresas americanas e teme-se o efeito de fatores como a queda recente do euro sobre os lucros das empresas, como foi indicado nos últimos dias pela Intel e pela Kodak.

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