Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Inflação em São Paulo sobe 0,5%, segundo FGV

A inflação na cidade de São Paulo registrou leve aceleração, no âmbito do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal). Segundo informou nesta terça-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços na cidade subiram 0,5% no IPC-S de até 15 de setembro, ante alta de 0,48% apurada no indicador anterior, de até 7 de setembro. Nesta terça-feira, a FGV anunciou os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do IPC-S de até 15 de setembro - cuja taxa completa foi anunciada na segunda (0,30%).A cidade de São Paulo é a que possui maior peso na formação da taxa do indicador. De acordo com a FGV, das sete cidades pesquisadas, quatro registraram desaceleração ou deflação expressiva de preços, na passagem do IPC-S de até 7 de setembro para o indicador de até 15 de setembro. É o caso de Belo Horizonte (de 0,45% para 0,11%); Brasília (de 0,16% para -0,19%); Porto Alegre (de 0,39% para 0,34%) e Rio de Janeiro (de 0,36% para 0,28%).A única cidade que registrou perda de força na queda de preços, no mesmo período, foi a de Recife (de -0,18% para -0,03%). Já a cidade de Salvador manteve a mesma taxa negativa, no período (-0,02%).A aceleração na taxa de água e esgoto residencial (de 1,72% para 3,45%) conduziu ao leve aumento da inflação em São Paulo, segundo o economista da FGV, André Braz. Ele lembrou que o reajuste na taxa de água em São Paulo ocorreu no início desse mês. "Já era esperado (essa influência da taxa de água na inflação). E esse impacto ainda não foi completamente captado", afirmou o economista, acrescentando que a taxa de água deve continuar a pressionar o indicador para cima, nas próximas quadrissemanas.Além disso, o economista lembrou que a deflação no grupo vestuário perdeu força, entre o IPC-S de até 7 de setembro para o indicador de até 15 de setembro (de -0,83% para -0,23%). "Está na época da entrada da nova coleção primavera/verão nas lojas", lembrou o economista.Para os próximos resultados do IPC-S na cidade de São Paulo, o economista prevê que a inflação na cidade vai continuar acelerando. Isso porque apenas metade do impacto do reajuste na taxa de água foi captado pelo indicador. Além disso, a queda de preços no grupo vestuário deve continuar a perder força, e até mesmo a atingir uma taxa positiva, nas próximas quadrissemanas.Outro ponto destacado pelo economista é a continuidade na aceleração de preços nas carnes bovinas (de 4,64% para 5,22%) em São Paulo. "A entressafra vai continuar influenciando a alta de preços das carnes no varejo, em São Paulo", afirmou.RioNo caso do Rio de Janeiro, a inflação medida pelo IPC-S desacelerou devido à elevação menos intensa nos preços das frutas (de 10,33% para 1,23%). Diferente do que ocorreu em São Paulo, a cidade fluminense não sofreu pressão expressiva do reajuste na taxa de água e esgoto - que foi realizado em agosto, na cidade, ou seja: grande parte de seu impacto já foi captado pelo índice.Matéria alterada às 13h14 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.