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Inflação em SP acelera e preços sobem 0,30%

A inflação na cidade de São Paulo está acelerando, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços na cidade subiram 0,30% no indicador de até 22 de agosto, ante aumento de 0,25% apurado no IPC-S de até 15 de agosto. A FGV também anunciou nesta quinta-feira o resultado da inflação regional das sete capitais usadas para cálculo do IPC-S de até 22 de agosto, cuja taxa completa foi anunciada ontem (0,20%). De acordo com os dados, das sete cidades pesquisadas, quatro registraram aceleração ou deflação mais fraca de preços, na passagem do IPC-S de até 15 de agosto para o índice de até 22 de agosto. Além de São Paulo, é o caso de Porto Alegre, que passou de 0,25% para 0,28%; Rio de Janeiro, de 0,18% para 0,19%; e Salvador, de -0,44% para -0,35%. Já as outras cidades apuraram desaceleração ou queda mais intensa de preços, no mesmo período, como Belo Horizonte, de 0,91% para 0,78%; Brasília, de 0,70% para 0,48% e Recife, de -0,46% para -0,52%. VarejoOs preços no varejo devem continuar acelerando em São Paulo, no âmbito do IPC-S, na avaliação do vice-diretor do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Vagner Ardeo. "Acho que, no próximo resultado (do IPC-S de até 31 de agosto), a inflação na cidade medida pelo indicador deve ficar em torno de 0,30% a 0,40%", disse. Isso porque os preços dos alimentos, cuja aceleração (de 1,12% para 1,26%) impulsionou a elevação mais intensa de preços, medida pela taxa, devem continuar a pressionar o resultado do índice. "Se o grupo Alimentação tivesse registrado variação zero, o IPC-S na cidade teria sido de queda, de -0,09%", disse. De acordo com o economista, a inflação no setor tem sido puxada para cima com a alta mais forte de preços em frutas (de 14,32% para 16,12%), em São Paulo. Porém, mesmo com a tendência de aceleração de preços no varejo na cidade, Ardeo não considera que esse cenário possa ser preocupante. "Essa aceleração de preços foi causada por aspectos sazonais", considerou, lembrando que o comportamento de preços das frutas, que puxou para cima o IPC-S, é imprevisível e muito influenciado pelo clima. Para o técnico, isso não sinaliza uma possível alta de preços generalizada no varejo, em São Paulo.

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