Inflação em SP acelera na 2ª leitura do mês e supera previsão

IPC-Fipe sobe 0,89% contra alta de 0,68% na primeira prévia; alimentos, vestuário e habitação puxam alta

Reuters e Agência Estado,

20 de maio de 2008 | 07h06

A inflação ao consumidor em São Paulo acelerou mais que o esperado na segunda leitura de maio, impactada pelos maiores preços de alimentos, vestuário e habitação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,89% na segunda quadrissemana deste mês, a alta mais expressiva desde a terceira quadrissemana de dezembro de 2007, informou nesta terça-feira, 20, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  Veja também:Entenda a crise dos alimentos Entenda os principais índices de inflação  Lula convoca a população para evitar o retorno da inflação Os preços do grupo Alimentação, grande responsável pela inflação do período, tiveram avanço de 1,77%, acima da variação positiva anterior de 1,23%. Os custos de Habitação também aceleraram a alta, para 0,65% na segunda leitura, contra 0,52% na primeira. Os de Vestuário avançaram 1,22%, ante alta anterior de 0,80%.  Mantiveram-se com forte variação positiva os preços de Saúde, de 1,23%, embora ligeiramente abaixo da elevação de 1,28% da primeira quadrissemana.  Previsão O coordenador do Índice de Preços aos Consumidor (IPC), Márcio Nakane, aumentou nesta terça, de maneira expressiva, de 0,72% para 1,01%, a previsão de inflação para a capital paulista no final de maio. De acordo com ele, a revisão foi provocada pela aceleração que vem sendo mostrada pelo indicador nos últimos levantamentos e pela expectativa de que este movimento continue nas próximas divulgações. "Não houve novidades qualitativas, pois o quadro é o mesmo dos levantamentos anteriores, com os mesmo itens pressionando a inflação", disse Nakane, referindo-se especificamente às variações dos preços do arroz (13,84%), do pão francês (7,24%), da carne bovina (2,51%) e do leite Longa Vida (4,20%). "A mudança na projeção foi feita porque esperamos uma manutenção da aceleração do IPC no decorrer do mês", explicou o coordenador. Para o final de 2008, o coordenador preferiu não modificar a expectativa. Ele continua com uma alta prevista de 4,50%. Nos últimos 12 meses encerrados até a segunda quadrissemana de maio, o IPC da Fipe acumulou alta de 4,66%, a maior taxa neste tipo de comparação desde a segunda quadrissemana de outubro de 2007, quando atingiu a marca de 4,74%.  O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

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