Inflação em SP de 0,52% no início de novembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), na primeira quadrissemana de novembro, foi de 0,52%, dentro das expectativas do mercado, que previa entre 0,45% a 0,60%. No mês passado, na primeira quadrissemana, a inflação havia chegado a 0,73%, e no mês de outubro fechou em 0,63%. Novamente alimentação e habitação lideraram as altas no custo de vida do paulistano. A desaceleração na alta da inflação, segundo a analista Marcela Prada, da Tendências Consultoria Integrada, foi possível graças à baixa volatilidade do câmbio e menor pressão do reajuste da tarifa de água e esgoto e alimentos, cujo efeito da entressafra já vem se arrefecendo. Segundo a analista, na direção oposta da taxa de água e esgoto e dos alimentos, as loterias começaram a pressionar progressivamente o IPC-Fipe nesta primeira quadrissemana. Marcela é otimista e entende que " a pressão das loterias não será suficiente para interromper a trajetória de queda da inflação". O setor de habitação evoluiu para 1,08%; a alimentação, para 0,48%; transportes, 0,14%; despesas pessoais, -0,04%; saúde, 0,40%; vestuário, 0,09%; educação, 0,11%; e no geral, 0,52%. A Fipe calcula a cada semana as variações quadrissemanais do IPC, para a faixa de renda familiar entre 1 a 20 salários mínimos. Para o cálculo das variações quadrissemanais, leva-se em consideração a amostra total do IPC mensal de aproximadamente 110 mil tomadas de preços, que é subdividida em quatro subamostras, cada uma delas pesquisadas em um período de no mínimo 7 e no máximo 8 dias.

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