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Inflação em SP desacelera e atinge 0,12%

A cidade de São Paulo registrou inflação de 0,12% na terceira quadrissemana de agosto, ante 0,18% do período anterior. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP ficou dentro da margem prevista por 11 instituições ouvidas pela Agência Estado, que apostavam em um indicador entre 0,11% e 0,20%. A maior queda continua sendo do item Vestuário, de 0,90, porém, com leve aumento sobre a segunda quadrissemana (-1,21%). A maior alta apontada foi a do item Saúde, de 0,60%, mas levemente inferior ao porcentual anterior (0,63%). A Habitação passou de um patamar positivo na segunda quadrissemana, de 0,01% para um negativo de 011%, na terceira quadrissemana. O segmento Alimentação apontou queda em relação à quadrissemana anterior, passando de 0,42 para 0,37%, assim como Transportes (0,43% para 0,30%). Os setores Educação e Despesas Pessoais ficaram praticamente estáveis de uma semana para outra, de 0,07% para 0,05%, e 0,21% para 0,22%, respectivamente. Energia A desaceleração de 0,06 ponto porcentual da inflação medida pela Fipe na terceira quadrissemana na capital paulista foi provocada basicamente pela variação negativa de 0,95% na tarifa de energia elétrica. A afirmação foi feita nesta segunda-feira pelo coordenador do índice, Paulo Picchetti.A queda da energia elétrica, segundo ele, exerceu uma influência negativa sobre o índice cheio de 0,04 ponto porcentual. Por causa desta variação, o grupo habitação com um todo saiu de uma ligeira alta de 0,01% na segunda parcial do IPC em Agosto, para-0,11%."Já se sabia que da taxa de 0,30% de variação potencial do IPC, 0,10 ponto porcentual, seria retirado pela queda da energia elétrica e menor variação dos gastos com viagens e excursão", disse Picchetti. Na quadrissemana, os gastos com viagem e excursão ficaram 1,29% menores que na quadrissemana anterior.Dentre os grupos, de acordo com o coordenador da Fipe, a desaceleração mais expressiva veio do grupo transportes, que saiu de uma alta de 0,43%, para uma variação de 0,30%, apesar do preço do álcool no período ter subido 2,32% na bomba dos postos de combustível.O grupo alimentação que, segundo expectativa de Picchetti, deveria desacelerar o ritmo de queda, voltou a aprofundar a desaceleração. Na comparação ponta a ponta, o grupo mostra uma queda de 0,50% ante uma variação de 0% na conta anterior. Os produtos in natura, para a mesma comparação, saíram de uma alta de 1,20% para 0,40%.No sentido contrário, o conjunto dos alimentos semi-elaborados saiu de uma variação de 0,40% para uma alta de 1,60%. Esse movimento está relacionado sobre tudo ao preço da carne bovina, que na ponta subiu de 2,2% para 3,8% e também ao preço do frango, que saiu de 0,70% para 6,60%. "Precisamos ver se é uma especulação ou uma reversão de tendência", acrescenta Picchetti.Matéria alterada às 13h09 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

28 de agosto de 2006 | 08h56

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