Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Inflação está baixando muito rápido', afirma presidente do Banco Central

Ilan Goldfajn afirma que a intenção do BC é fazer a inflação retornar para a meta de 4,5% em 2017; sobre a volatilidade do câmbio, presidente disse que é 'normal'

Fabrício de Castro, enviado especial, Broadcast

10 Novembro 2016 | 14h20

SANTIAGO - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, citou nesta quinta-feira, 10, durante palestra em evento promovido pela Universidade do Chile, o resultado do IPCA de outubro, cuja alta acumulada em 12 meses foi de 7,87%. "A inflação acumulada de outubro foi de cerca de 7,8%. A inflação está baixando muito rápido", afirmou.

 

Segundo ele, a intenção do BC é fazer a inflação retornar para a meta de 4,5% em 2017 e em 2018, mantendo o índice sob controle nos anos seguintes. "Já temos resultados, já nos animamos um pouco mais nos últimos seis meses", comentou. Goldfajn citou a melhora da confiança da indústria, "que estava baixa e subiu", e também a melhora na confiança dos consumidores. 

"Os preços administrados subiram e a inflação foi a 11%", disse Goldfajn, ao citar o IPCA de 2015, que encerrou pouco abaixo deste nível. "Estamos trabalhando para que a inflação de 11% baixe para a meta de 4,5%", acrescentou. 

Durante a palestra, Goldfajn destacou a volatilidade do câmbio, mas disse que isso é "normal" em função do cenário externo. "A bolsa de valores indica que os investidores esperam por um futuro melhor", afirmou Goldfajn, que também destacou a queda das taxas de juros de 5 anos no Brasil. "A taxa de juros de 5 anos já baixou 525 pontos-base no Brasil", afirmou. 

Ilan Goldfajn, voltou a defender os ajustes econômicos no Brasil, como pré-requisito para a queda da inflação e o crescimento sustentável. "Há de se trabalhar e fazer as reformas enquanto temos a oportunidade", afirmou Goldfajn, durante palestra em Santiago, no Chile.

Goldfajn voltou ainda a citar o chamado "interregno benigno" vivido pelas economias emergentes - um período favorável no exterior em que, segundo ele, o Brasil deve aproveitar para fazer as reformas necessárias. "Este ano tivemos um período em que o fluxo de capitais ajudou nossos ativos", afirmou.  

Depois da PEC do Teto, que o presidente acredita que passará no Senado,  Goldfajn destacou a Reforma da Previdenciária, como segunda reforma importante. Além disso, o presidente do BC citou a necessidade de o País passar por reformas que elevem sua produtividade. 

 

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