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Inflação europeia é a menor em 10 anos e desemprego sobe

Preços ao consumidor avançam 1,1% em janeiro, ritmo visto pela última vez em julho de 99; desemprego vai a 8%

Jan Strupczewski, da Reuters,

30 de janeiro de 2009 | 09h21

A inflação na zona do euro recuou este mês ao menor patamar em quase 10 anos e a taxa de desemprego da região subiu, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, 30, que aumentam a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) para cortar o juro ainda mais agora que o avanço dos preços está bem abaixo da meta.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  De acordo com a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, os preços ao consumidor nos 16 países que usam o euro como moeda subiram 1,1% em janeiro, na comparação anual, ritmo que foi visto pela última vez em julho de 1999. A variação ficou abaixo dos 1,6% de dezembro e da alta de 2,1% de novembro.  A taxa de desemprego da região em dezembro, por sua vez, subiu para 8% - a maior desde novembro de 2006 e acima das estimativas de analistas - ante a taxa revisada para cima de 7,9% em novembro, informou a Eurostat.  "O dado de inflação é simplesmente um choque, um recuo muito maior que o esperado, e apenas mostra o quão forte são as pressões desinflacionárias na Europa e isso vai pressionar o Banco Central Europeu a cortar mais o juro", afirmou Matthew Sharratt, economista do Bank of America.  O BCE trabalha para manter a inflação um pouco abaixo de 2% e diversos membros do comitê de política monetária da instituição já disseram estar preocupados, que a inflação não deveria cair para patamar muito abaixo da meta. Eles refutaram, entretanto, qualquer risco de deflação.

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