Inflação fica em 0,61% na 2ª prévia de outubro do IGP-M

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de outubro apresentou alta de 0,61%, interrompendo uma seqüência de cinco meses de queda de preços nesse tipo de indicador. Na segunda prévia do mesmo indicador em setembro, houve deflação de 0,54%. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado hoje ficou acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,23% a 0,51%, e acima da média das expectativas (0,36%).A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de outubro. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total do IGP-M, teve alta de 0,72% na prévia de outubro, ante queda de 0,73% em setembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% no total do IGP-M, registrou aumento de 0,43% ante taxa negativa de 0,27% em setembro. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-M, teve elevação de 0,31% ante variação zero em igual prévia em setembro. Até a segunda prévia de outubro, o IGP-M acumula elevações de 0,82% no ano e de 2,39% em 12 meses. O período de coleta de preços da segunda prévia do IGP-M de outubro foi do dia 21 de setembro a 10 de outubro.Produtos agrícolasOs preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 0,97% na segunda prévia do IGP-M de outubro. Na segunda prévia de setembro do indicador, os preços dos produtos agrícolas caíram 3,02%. A FGV informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado subiram 1,27% na prévia de outubro, ante alta de 0,02% na segunda prévia do IGP-M de setembro.Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,75% ante deflação de 1,37% na prévia de setembro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registram aumento de 1,45% ante alta de 0,13% em igual prévia em setembro. Já os preços das matérias-primas brutas no atacado caíram 0,75% na prévia de outubro ante deflação de 1,54% na segunda prévia do IGP-M de setembro. Maior resultado desde abrilA segunda prévia do IGP-M de outubro, que teve alta de 0,61%, foi o maior resultado nesse tipo de indicador desde abril desse ano, quando o índice subiu 0,82%. A informação consta de tabela com a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice. Pela mesma tabela, é possível notar que a segunda prévia de outubro do Índice de Preços por Atacado (IPA), que subiu 0,72%, é a maior taxa nesse tipo de índice também desde abril desse ano, quando o indicador registrou alta de 0,96%. Já a segunda prévia de outubro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,43%, foi o maior resultado desde maio desse ano, quando o IPC subiu 0,82%. Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que teve alta de 0,31% na segunda prévia de outubro, registrou a maior taxa também desde maio desse ano, quando o índice subiu 0,56%.VarejoNo varejo, o IPC acumula elevações de 3,96% no ano e de 4,87% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de outubro. Segundo a FGV, a aceleração do IPC na passagem da segunda prévia de setembro para igual prévia em outubro (de -0,27% para +0,43%) foi impulsionada pelo aumento de preços no grupo Transportes (de 0,04% para 2,74%) e pela queda menos intensa nos preços de Alimentação (de -1,37% para -0,47%). Dos sete grupos que compõem o IPC, quatro apresentaram aumento de preços ou até deflação mais fraca. Além dos dois já citados, é o caso de Habitação (de 0,25% para 0,47%) e Vestuário (de -0,59% para +0,37%). Os três grupos a apresentar recuo de preços no mesmo período foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,44% para 0,43%); Educação, Leitura e Recreação (de +0,01% para -0,02%) e Despesas Diversas (0,07% para 0,06%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no âmbito da segunda prévia de outubro, foram registradas em gasolina (7,67%); tarifa de eletricidade residencial (1,04%) e álcool combustível (8,12%).Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em manga (-30,03%); leite tipo longa vida (-2,74%) e batata-inglesa (-8,74%). Já no âmbito do INCC, houve aumentos nos preços de materiais e serviços (de variação zero para alta de 0,41%) e mão-de-obra (de variação zero para alta de 0,18%), na passagem da Segunda prévia de setembro para igual prévia em outubro.

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