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Inflação foi menor para os mais pobres, diz Dieese

A taxa de inflação na cidade de São Paulo, em maio, foi menor para as famílias com menor poder aquisitivo, que recebem mensalmente uma média de R$ 377,49. Para essas famílias, o custo de vida ficou estável. Isso, de acordo com a supervisora do Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, ocorreu porque o grupo Alimentação, responsável pela maior parte dos gastos das famílias mais pobres, recuo 0,54% no mês passado. As famílias com nível de rendimento intermediário (média de R$ 934,17), tiveram no mês passado uma taxa de inflação de 0,06%. Essas famílias, de acordo com a supervisora do ICV-Dieese, se beneficiaram com a queda dos Alimentos, mas sofreram impacto negativo do aumento de 0,31% registrado nos gastos com Transportes. A faixa superior, com renda mensal média de R$ 2.792,90, foi a que mais sofreu com o comportamento dos preços em maio. Como essas famílias gastam menos com alimentos e mais com transportes individuais, sua média de inflação fechou o mês passado em 0,14%.O ICV de maioA variação média dos preços do ICV fechou o mês passado em 0,10% mostrando um recuo de 0,64 ponto porcentual comparativamente ao índice de abril, que foi de 0,74%. Com uma deflação de 0,54%, o grupo Alimentação contribuiu com uma variação negativa de 0,14 ponto porcentual na composição do índice. Essa queda mais que compensou a variação positiva de 0,13 ponto porcentual gerada pelas altas dos grupos Transportes (0,43%), Habitação (0,19%) e Vestuário (0,68%). O aumento no grupo Transportes ocorreu basicamente pela alta de 0,89% registrada no preço da gasolina. No caso do grupo Habitação, a pressão veio do reajuste do gás de botijão, que subiu 2,50%. O grupo Vestuário foi pressionado pelos preços das roupas (0,77%). Segundo Cornélia Nogueira Porto, o aumento do vestuário deveu-se à entrada das coleções de outono/inverno no comércio. Dentro do grupo Alimentação as maiores quedas foram apuradas nos preços dos legumes (-9,42%), aves e ovos (-2,35%) e carnes (-1,54%). Cornélia destaca ainda os preços do melão (-33,36%), tomate (-16,90%), cenoura (-11,71%) e berinjela (-11,34%).

Agencia Estado,

05 de junho de 2002 | 13h45

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