Dida Sampaio/Estadão
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Inflação mais baixa é surpresa positiva, diz presidente do BC

Presidente do BC afirmou, no entanto, que número divulgado nesta sexta-feira precisa ser olhado com cuidado para verificar se indica uma tendência

Altamiro Silva Junior, enviado especial, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 12h28

WASHINGTON - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o dado de inflação divulgado nesta sexta-feira, 7, abaixo da média das previsões do mercado foi uma "surpresa positiva", mas o número precisa ser olhado com cuidado para ver se é um movimento de um único mês ou indica uma tendência. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro ficou em 0,08%, o menor para este mês desde 1998.

"Também tivemos surpresas negativas e temos que manter a serenidade e olhar a tendência da inflação", disse a jornalistas após fazer palestra em Washington. "Nosso objetivo é a desinflação não apenas em um mês, mas ao longo do tempo, temos o objetivo de trazer a inflação para a meta em 2017, 2018."

Ilan disse que o trabalho do BC ainda é longo, mas afirmou que espera que já esteja dando resultados nas expectativas para a inflação. Com compromissos oficiais na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, o presidente do BC disse que ainda não viu detalhes do IPCA, mas que é preciso avaliar de perto o indicador. "Temos que ver abertura do IPCA para ver se indica algo temporário ou algo que pode indicar tendência." 

"Quando teve nos últimos meses inflação surpreendente para cima, também olhamos com serenidade para saber se aquela inflação era resultado de coisas temporárias", afirmou Ilan.

O BC, explicou o Ilan, avalia as expectativas da inflação e ainda outros fatores. "Um deles é saber se a inflação corrente vai recuar ou é algo mais inercial", disse ele. "O que estamos observando é que a inflação de alimentos está voltando e isso é um bom sinal." Outro fator é se o BC tem conforto que a situação fiscal está bem encaminhada. 

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