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Inflação medida pelo IGP-10 acelera

O IGP-10 de setembro subiu 0,36%, ante alta de 0,27% em agosto, segundo divulgado nesta quinta-feira Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado ficou perto do piso das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,35% a 0,49%, e abaixo da mediana das expectativas (0,40%). Até setembro, o IGP-10 acumula altas de 2,29% no ano; e de 3,21% no período de 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 de setembro foi do dia 11 de agosto a 10 de setembro. Assim como outros indicadores de inflação, o IGP é composto por três outros índices: o Índice de Preços no Atacado (IPA-10), com 60% do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), com 30%; e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-10), com 10%. AtacadoO IPA-10 teve alta de 0,45% em setembro ante elevação de 0,31% em agosto. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,44% em setembro, ante aumento de 0,18% em agosto, no âmbito do IGP-10. A instituição esclareceu ainda que os preços dos produtos industriais no atacado registraram elevação de 0,15% em setembro ante alta de 0,35% em agosto. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registraram deflação de 0,40% em setembro, ante elevação de 0,60% em agosto. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registraram avanço de 0,38%, ante alta de 0,18% em agosto. Já os preços das matérias-primas brutas subiram 1,76% em setembro, ante elevação de 0,19% em agosto.Até setembro, o IPA-10 acumula elevações de 2,41% no ano e de 3,16% em 12 meses. A FGV anunciou o IGP-10 de setembro, sendo que o IPA-10 representa 60% do total do IGP-10. De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumento de 0,61% no ano, mas registram deflação de 0,01% em 12 meses, no âmbito do IGP-10, até setembro. Já os preços dos produtos industriais no atacado acumulam aumentos de 2,97% no ano e de 4,17% em 12 meses até setembro. No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais no atacado acumulam elevações de 1,47% no ano e de 2,90% em 12 meses até o IGP-10 de setembro. Já os preços dos bens intermediários registram aumentos acumulados de 3,37% no ano e de 4,28% em 12 meses, até o IGP-10 de setembro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas acumulam elevações de 1,74% no ano e de 1,23% em 12 meses, até setembro. A FGV informou ainda que, por produtos, as altas de preço mais expressivas no atacado, no IGP-10 de setembro, foram registradas em bovinos (10,18%); laranja (21,69%) e suínos (15,05%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado, no IGP-10 de setembro, foram verificadas em de soja em grão (-2,48%); feijão em grão (-14,40%); e açúcar cristal (-10,18%).VarejoNo varejo, o IPC-10 acumula elevações de 1,23% no ano e de 2,54% em 12 meses até setembro. Segundo a fundação, a aceleração na taxa do IPC-10 de agosto para setembro (de 0,09% para 0,22%) foi impulsionada pelo fim da deflação nos preços de Habitação (de -0,18% para 0,21%), no mesmo período. Das sete classes de despesa que compõem o indicador, quatro registraram aceleração ou deflação mais fraca de preços, de agosto para setembro. Além de Habitação, é o caso de Alimentação (de 0,47% para 0,61%); Vestuário (de -1,19% para -0,44%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,12% para 0,19%). Já os outros grupos registraram desaceleração ou queda de preços expressiva, no mesmo período. É o caso de Educação, Leitura e Recreação (de 0,51% para 0,02%); Transportes (de 0,19% para -0,01%) e Despesas Diversas (de 0,02% para -0,08%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no âmbito do IGP-10, foram registradas nos preços de mamão da amazônia - papaia (24,80%); limão (44,54%) e taxa de água e esgoto residencial (1,69%). Já as mais expressivas quedas de preços, no varejo em setembro, no âmbito do IGP-10, foram apuradas em batata-inglesa (-13,20%); leite tipo longa vida (-3,44%) e cebola (-18,86%). ConstruçãoNa construção civil, o INCC-10 acumula elevações de 4,26% no ano e 5,26% em 12 meses até setembro. De acordo com a fundação, a desaceleração na taxa do INCC-10 (de 0,41% para 0,16%), de agosto para setembro, foi influenciada pela elevação menos intensa nos preços de mão-de-obra (de 0,61% para 0,02%), no mesmo período. De agosto para setembro, porém, ocorreu um aumento mais forte de preços em materiais e serviços (de 0,23% para 0,28%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas na construção civil, no âmbito do IGP-10 de setembro, foram registradas nos preços de metais para instalações hidráulicas (1,03%); esquadrias de alumínio (0,34%) e cimento (0,41%). Já as mais expressivas quedas de preço foram verificadas nos preços de tubos/eletrodutos e conexões-aço/ferro galvanizado (-0,73%); produtos de fibrocimento (-0,40%) e compensados (-0,28%).

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 11h39

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