Inflação medida pelo IGP-10 desacelera para 0,18% em abril

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,18% em abril, ante alta de 0,38% em março. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 18, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre -0,07% a 0,25%, e acima da mediana das expectativas (0,10%). O índice apresentou a menor taxa registrada nesse tipo de indicador desde abril do ano passado, quando o índice caiu 0,65%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em divulgações anteriores do índice. Até abril, o IGP-10 registra elevações acumuladas de 1,23% no ano e de 4,99% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 de abril foi do dia 11 de março a 10 de abril. Atacado A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-10 de abril. O Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10), que representa 60% do total do IGP-10, teve elevação de 0,03% em abril, ante aumento de 0,41% em março. Esta é a menor taxa desde abril de 2006, quando o IPA-10 caiu 1,10%. Os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram queda de 1,51% em abril, ante alta de 1,66% em março, segundo a FGV. Na análise dos preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado, no IGP-10 de abril, foram registradas em óleos combustíveis (5,55%); arroz em casca (9,34%); e ovos (7,25%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em aves ( -9,77%); milho em grão ( -6,66%) e soja em grão ( -3,13%). Até abril, o IPA-10 acumula altas de 0,86% no ano e de 5,77% em 12 meses, segundo informou FGV. Preços ao consumidor Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10), que tem participação de 30% no total do IGP-10, apresentou alta de 0,49% em abril, ante avanço de 0,38% em março. A alta de abril foi a maior taxa nesse tipo de indicador desde fevereiro deste ano, quando o IPC-10 subiu 0,54%. No varejo, o IPC-10 acumula aumentos de 2,19% no ano e de 2,81% em 12 meses até abril. De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do IPC-10, de março para abril (de 0,38% para 0,49%) foi causada principalmente pela elevação mais intensa de preços, de março para abril, no grupo habitação (de 0,04% para 0,28%) e no fim da deflação nos preços de vestuário (de -1,86% para 0,38%) no mesmo período. Das sete classes de despesa que formam o IPC-10, cinco registraram aceleração ou fim de deflação de preços. Além das duas já citadas, é o caso de saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,42%); despesas diversas (de 0,31% para 0,41%); e transportes (de 0,18% para 0,29%). Dois grupos registraram desaceleração ou deflação de preços, no mesmo período. É o caso de alimentação (de 1,40% para 1,16%) e educação, leitura e recreação (de 0,13% para -0,30%). Na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-10 de abril, foram registradas em batata-inglesa (de 21,10%); tomate (11,10%); e melancia (31,19%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em cenoura (-7,23%); show musical (-6,04%); óleo de soja (-2,97%). Construção civil Já o Índice Nacional do Custo da Construção - 10 (INCC-10), que representa 10% do IGP-10, teve aumento de 0,35% em abril, ante alta de 0,21% em março. Assim como o IPC, o INCC apresentou a maior taxa também desde fevereiro de 2007 quando o indicador subiu 0,39%. Na construção civil, o INCC-10 acumula elevações de 1,35% no ano e de 5,40% em 12 meses até abril no âmbito do IGP-10. De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do INCC-10, de março para abril (de 0,21% para 0,35%) foi influenciada por aumento mais intenso de preços no segmento de mão-de-obra (de 0,01% para 0,54%), no mesmo período. A FGV esclareceu que, na avaliação do comportamento dos preços no âmbito de produtos, as altas de preço mais expressivas, na construção civil, dentro do IGP-10 de abril, foram registradas em ajudante especializado (0,62%); servente (0,57%) e esquadrias de alumínio (0,45%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em elevador social e serviço (-2,45%); azulejo (-0,69%) e condutores elétricos fio/cabo (-1,08%). Matéria ampliada às 08h30 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.