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Inflação medida pelo IGP-DI é a maior desde janeiro

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em maio subiu 0,38%, ante alta de 0,02% em abril. Foi o maior resultado desde janeiro deste ano, quando foi registrada uma alta de 0,72%. O dado, divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), veio dentro das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre 0,28% e 0,45%, e um pouco acima da mediana das expectativas (0,34%). Segundo a FGV, o resultado foi impulsionado pelo Índice de Preços por Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI). O indicador, que representa 60% do índice geral, teve alta de 0,46%, ante deflação de 0,15% em abril. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI), que tem participação de 30%, apresentou queda de 0,19% em maio ante aumento de 0,34% em abril. Já o Índice Nacional do Custo da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI), que representa 10% do IGP-DI, subiu 1,32% em maio, ante elevação de 0,36% em abril. No ano, o IGP-DI acumula alta de 0,61%, mas registra deflação de 0,14% no período de 12 meses. Atacado Até maio, o IPA-DI acumula alta de 0,16%; e queda 1,73% em 12 meses. De acordo com a FGV, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam quedas de 4,42% no ano, e de 10,26% em 12 meses até maio. Por sua vez, os preços dos produtos industriais registram elevações acumuladas de 1,61% no ano e de 1,13% em 12 meses, até maio. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais até maio acumulam elevações de 0,53% no ano e de 0,82% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registram altas acumuladas de 1,67% no ano e de 0,16% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas registram quedas acumuladas de 3,35% no ano e de 8,71% em 12 meses. A FGV informou ainda que, em maio, as altas mais expressivas no atacado foram registradas nos preços de fios e cabos de cobre isolados (30,74%); cana-de-açúcar (7,87%); e óleos combustíveis (5,98%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em álcool etílico hidratado (-8,06%); laranja (-21,52%) e plásticos em lençol (-21,69%).Varejo No varejo, o IPC-DI acumula elevações de 1,03% no ano e de 2,22% em 12 meses. Segundo a FGV, a queda de preços de abril para maio no varejo (de 0,34% para -0,19%), foi impulsionada por deflações importantes em Alimentação, que passou de 0,36% para -0,94%; e Transportes, de 0,37% para -0,71%. Dos sete grupos pesquisados pela FGV, cinco registraram desaceleração ou deflação de preços, de abril para maio. Além dos dois já citados, é o caso de Vestuário (de 1,35% para 0,53%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,91% para 0,61%) e Despesas Diversas (de 0,32% para 0,04%). No mesmo período, dois grupos registraram aceleração ou deflação menos intensa de preços, como Habitação (de 0,19% para 0,26%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,51% para -0,29%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas em empregada doméstica mensalista, com 5%; plano e seguro saúde, com 0,93%; e leite tipo longa vida, com 1,99%. As mais significativas quedas ficaram à cargo da batata-inglesa, com 14,44%; álcool combustível, com -12,97%; e mamão papaya, com -21,81%. A FGV informou ainda que, no âmbito do INCC-DI, foram registradas acelerações de preços em materiais e serviços (de 0,26% para 0,38%) e mão-de-obra (de 0,47% para 2,40%)de abril para maio.

Agencia Estado,

07 de junho de 2006 | 10h37

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