Inflação medida pelo IGP-DI é a maior desde janeiro

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve, ao atingir 0,67% em junho, a maior alta desde janeiro deste ano. Apesar da alta, o dado, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas, ficou dentro das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre 0,40% e 0,80%. Em maio, a alta havia sido de 0,38%. O IGP-DI é composto por três outros indicadores: o Índice de Preços do Atacado (IPA-DI), com representatividade de 60%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), com 30%, e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-DI), com 10%.Além de possuir maior representatividade na taxa total, os preços do atacado foram o que mais subiram na passagem dos dois meses: 1,06% em junho, ante aumento de 0,46% em maio. Segundo a FGV, no âmbito do mercado atacadista, as maiores altas de preços foram registradas nos preços de cana-de-açúcar (8,57%); soja em grão (4,20%); e milho em grão (5,51%). As maiores quedas ficaram a cargo do álcool etílico hidratado (-7,91%); tomate (-30,67%); e laranja (-14,96%). No IPC-DI, houve deflação de 0,40%, ante alta de 0,19% em maio. Essa deflação, segundo a fundação, foi resultante da queda mais intensa nos preços do grupo Alimentação (de -0,94% para -1,68%) e pela desaceleração nos preços de Vestuário (de 0,53% para 0,25%). O INCC-DI, por sua vez, desacelerou a alta, passando de 1,23% em maio para 0,90% em junho.Até junho, o IGP-DI acumula altas de 1,28% e de 0,98% em 12 meses. O período de coleta de preços foi do dia 1º a 30 do mês passado.Este texto foi atualizado às 10h27.

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