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Inflação medida pelo IGP-DI fica em 0,82% em novembro

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 0,82% em novembro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro o indicador ficou em 0,53%. O resultado veio dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (entre 0,75% a 0,90%), sendo que a mediana das expectativas era de 0,85%. A FGV divulgou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O Índice de Preços por Atacado (IPA-DI) ficou em 1%, ante alta de 0,61% apurada em outubro. No atacado, os preços dos produtos agrícolas subiram 0,14% em novembro, ante queda de 2,73% registrada em outubro; já os preços dos produtos industriais subiram 1,30%, ante aumento de 1,83% em outubro. Por sua vez, no âmbito da estrutura de apresentação do IPA segundo estágios de processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos Bens Finais subiram 1,16%, ante queda de 0,28% em outubro; os preços dos Bens Intermediários subiram 1,26% em novembro, ante alta de 2,62% no mês anterior; já os preços das Matérias-Primas Brutas tiveram aumento de 0,34%, ante queda de 1,81% apurada em outubro. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) ficou em 0,37% em novembro, ante aumento de 0,10% em outubro. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-DI) ficou em 0,71% em novembro, ante elevação de 1,19% em outubro. O IGP-DI acumula taxas de 11,56% no ano; e de 12,23% em 12 meses.AtacadoNo atacado, os preços dos Bens Intermediários, grupo que abrange produtos como aço e combustíveis para a produção, continuam com as maiores taxas acumuladas entre os três grupos que formam o Índice de Preços por Atacado segundo estágios de processamento (IPA-EP). Segundo a FGV, os preços dos Bens Intermediários acumulam elevações de 25,33% no ano; e de 26,19% em 12 meses. Ao mesmo tempo, os preços dos Bens Finais, grupo que engloba alimentos in natura, registram taxas acumuladas de 10,93% no ano; e de 11,95% em 12 meses.Já os preços do grupo Matérias-Primas Brutas no atacado são os que têm as menores taxas acumuladas, e registram elevações de 0,98% no ano; e de 1,60% em 12 meses.O IPA-EP foi anunciado pela FGV primeira vez em novembro e permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva. Por produtos, as altas mais expressivas no atacado, no âmbito do IGP-DI de novembro, foram apuradas em álcool etílico hidratado (15,51%); bovinos (3,48%); e óleos combustíveis (7,47%). Já as mais expressivas quedas foram observadas em soja (-4,86%); arroz beneficiado ( -5,88%) e arroz em casca ( -6,23%).VarejoNo varejo, os preços do grupo Despesas Diversas foram os que apresentaram maior aceleração, no âmbito do IGP-DI de novembro, em comparação com o mesmo indicador em outubro, passando de alta de 0,20% para aumento de 0,94% no período. De acordo com a FGV, os preços desse grupo já acumulam altas de 6,13% no ano; e de 7,23% em 12 meses. Dos sete grupos que compõem o indicador de varejo, quatro apresentaram aceleração de preços, e até deflação menos intensa, de outubro para novembro. Além de Despesas Diversas, é o caso de Habitação (de 0,32% para 0,62%), que acumula elevações de 5,66% no ano e de 5,86% em 12 meses; Transportes (de 0,88% para 1,57%) que registra elevações de 6,41% no ano e de 6,89% em 12 meses; e Alimentação (de deflação de 0,78% para queda menos intensa, de 0,45%), que acumula aumentos de 5,25% no ano e de 5,78% em 12 meses. Os outros grupos apresentaram recuo de preços no período, como Vestuário (de 1,01% para 0,82%), que acumula altas de 4,58% no ano e de 4,45% em 12 meses; Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,18%) e registra altas de 5,14% no ano e de 5,46% em 12 meses; e Educação, Leitura e Recreação (de 0,23% para 0,11%) e que registra aumentos de 6,39% no ano e de 7,63% em 12 meses. Por produtos, as altas mais expressivas de preço no varejo, no IGP-DI de novembro, foram apuradas em tarifa de telefone residencial - assinatura e pulsos (3,14%); gasolina (2,89%); e mamão da amazônia - papaya (25,81%). Já as quedas de preço mais significativas foram registradas em tomate (-20,77%); batata inglesa (-10,83%) e cebola (-22,39%). Por sua vez, no âmbito do INCC-DI, que abrange o setor da Construção Civil, houve recuo de preços, de outubro para novembro, nos segmentos de Materiais e Serviços (de 1,99% para 1,33%) e mão-de-obra (de 0,28% para variação zero).

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 08h52

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