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Inflação medida pelo IGP-M sobe 0,47% em outubro

A inflação medida pelo Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) de outubro subiu 0,47% ante alta de 0,29% em setembro. A taxa, anunciada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), superou o teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,25% a 0,40%, e ficou acima da mediana das expectativas, que eram de 0,30%.A FGV anunciou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de outubro. O Índice de Preços no Atacado (IPA), que representa 60% do total do resultado do IGP-M, teve elevação de 0,65% em outubro, ante aumento de 0,36% em setembro. Os preços de bovinos, soja e milho em grãos foram os que tiveram os aumentos mais expressivos e impulsionaram a inflação, segundo a FGV.Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou alta de 0,10% em outubro, ante elevação de 0,18% em setembro.Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do total do IGP-M, registrou avanço de 0,18% em outubro ante taxa positiva de 0,09% em setembro.Até outubro, o IGP-M acumula elevações de 2,73% em 2006, e de 3,13% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de outubro foi do dia 21 de setembro a 20 de outubro.AtacadoAté outubro, o IPA acumula elevações de preços de 3,05% em 2006 e de 3,18% em 12 meses, no âmbito do IGP-M, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).A FGV esclareceu ainda que, na análise por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em outubro, no âmbito do IGP-M, foram registradas nos preços de soja, alta de 6,90%; bovinos, crescimento de 5,66% e milho em grão, aumento de 6,96%.Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em outubro, foram apuradas em óleos combustíveis, queda de 8,73%; querosene para motores, baixa de 7,36% e cana-de-açúcar, redução de 2,39%.De acordo com a Fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam altas de 4,09% em 2006 e de 5,43% em 12 meses até outubro no atacado, no âmbito do IGP-M. Já os preços dos produtos industriais têm elevações acumuladas no atacado de 2,72% em 2006 e de 2,48% em 12 meses, até outubro.Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registram aumentos acumulados de 1,33% em 2006 e de 2,53% em 12 meses até outubro.Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm altas acumuladas de 3,05% em 2006 e de 2,23% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas têm elevações acumuladas de 5,36% no ano e de 5,96% em 12 meses.VarejoNo varejo, o IPC acumula elevações de preços de 1,22% em 2006 e de 2,21% em 12 meses até outubro, segundo a FGV. Segundo a Fundação, a desaceleração na taxa do IPC, de setembro para outubro, queda de 0,18% para 0,10% foi influenciada pela deflação nos preços de Alimentação, que tiveram redução de 0,24% para -0,17%.Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC, três registraram desaceleração ou deflação de preços, de setembro para outubro. Além de Alimentação, é o caso de Habitação, redução de 0,29% para 0,18%; e Transportes, que caiu de 0,04% para -0,33%.Os outros grupos registraram aceleração de preços, como Vestuário, aumento de -0,30% para 1,27%; Saúde e Cuidados Pessoais, alta de 0,19% para 0,42%; Educação, Leitura e Recreação, crescimento 0,02% para 0,10% e Despesas Diversas, que tiveram alta de 0,13% para 0,36%.Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de outubro, foram registradas nos preços de tomate, alta de 15,30%; limão, aumento de 19,38% e batata-inglesa, crescimento de 8,04%. Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em mamão da amazônia - papaya, redução de 44,79%; manga, queda de 17,33% e álcool combustível, baixa de 5,35%. ConstruçãoNa construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 4,49% em 2006 e de 5,18% em 12 meses até outubro. De acordo com a FGV, a aceleração de preços na taxa do INCC, de setembro para outubro, alta de 0,09% para 0,18% foi influenciada pela elevação de preços mais intensa em materiais e serviços, que subiram de 0,15% para 0,29% no mesmo período.Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas nos preços de refeição pronta no local do trabalho, alta de 0,81%; metais para instalações hidráulicas, crescimento de 0,85%; e perna 3X3/estronca de 3ª, aumento de 1,12%. Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos fio/cabo, redução de 2,16%; azulejo, queda de 0,70% e aço - CA-50 e CA-60, baixa de 0,07%.Esta matéria foi alterada às 08h32 para acréscimo de informações.

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