Inflação medida pelo IPC-S é a maior desde maio de 2005

O Índice de Preços ao Consumidor - Semana (IPC-S) de até 7 de janeiro subiu 0,86% ante aumento de 0,63% apurado no indicador anterior, de até 31 de dezembro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que anunciou o primeiro indicador referente à inflação de 2007.A taxa anunciada ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,54% a 0,82%, e acima da media das expectativas (0,71%).Segundo a fundação, essa foi a maior taxa do indicador desde a terceira semana de maio de 2005, quando o índice teve alta de 0,99%. A FGV esclareceu que, a maior contribuição para aceleração na taxa do IPC-S foi causada pela elevação de preços mais intensa no grupo Alimentação (de 0,05% para 0,78%), na passagem do IPC-S de até 31 de dezembro para o índice de até 7 de janeiro. Segundo a FGV, somente esse grupo contribuiu com 0,20 ponto percentual do avanço da taxa do indicador, no período.Das sete classes de despesa que formam o índice, cinco registraram aceleração de preços, no mesmo período. Além de Alimentação, é o caso de Habitação (de 0,16% para 0,27%); Vestuário (de 0,62% para 0,82%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,56% para 0,73%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,17% para 0,70%). Os dois grupos restantes apresentaram desaceleração preços. É o caso de Transportes (de 3,42% para 2,93%) e Despesas Diversas (de 0,60% para 0,16%).Na análise por produtos, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas foram apuradas em tarifa de ônibus urbano (6,67%); mamão da amazônia - papaya (22,23%); e cenoura (25,08%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em limão (-43,95%); batata-inglesa (-4,68%) e tomate ( -4,92%).

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