Inflação medida pelo IPC-S fecha 2009 com alta de 3,95%

Indicador apurado pela FGV desacelerou em relação ao resultado de 2008, quando a alta de preço foi de 6,07%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

04 Janeiro 2010 | 08h27

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,24% até a quadrissemana encerrada em 31 de dezembro, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado é inferior à taxa registrada no período de até 30 de novembro, quando o índice subiu 0,26%. Com a divulgação do último resultado do índice para o ano passado, o IPC-S fechou 2009 com alta acumulada de 3,95%, taxa inferior à registrada pelo índice ao fim de 2008, quando o indicador fechou o ano com alta de 6,07%.

 

No entanto, a desaceleração da quadrissemana encerrada em 31 de dezembro foi mais intensa que a apurada na quadrissemana imediatamente anterior, de até 22 de dezembro, quando o índice subiu 0,21%.

 

As influências mais importantes para o IPC-S de até 31 de dezembro partiram de acréscimos nas taxas de variação de preços em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, entre a terceira e a quarta quadrissemana de dezembro. É o caso de Alimentação (de 0,06% para 0,20%), Transportes (de 0,21% para 0,30%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,17% para 0,24%) e Vestuário (de 0,99% para 1,02%).

 

De acordo com a FGV, para cada uma destas classes, o destaque ficou por conta dos aumentos mais intensos de preços ou do fim de deflação em carnes bovinas (de 0,02% para 0,60%), gasolina (de deflação de 0,15% para inflação de 0,10%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de deflação de 0,19% para inflação de 0,06%) e calçados (de 1,01% para 1,56%).

 

Outras duas classes de despesa usadas para cálculo do indicador apresentaram desaceleração de preços no mesmo período. É o caso de Habitação (de 0,21% para 0,14%) e de Despesas Diversas (de 0,25% para 0,17%). Já o grupo Educação, Leitura e Recreação manteve a mesma taxa de elevação de preços, de 0,30%.

 

Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, os que apresentaram as altas de preços mais expressivas no IPC-S de até 31 de dezembro foram mamão da Amazônia - papaia (24,26%), cenoura (46,33%) e tarifa de táxi (5,85%). Já os produtos que registram as quedas de preços mais intensas foram batata-inglesa (baixa de 16,66%), tomate (queda de 13,03%) e limão (recuo de 26,93%).

 

O IPC-S tem preços levantados em 12 capitais brasileiras e é composto por cerca de 450 produtos e serviços, agrupados em sete classes de despesas. Os pesos atribuídos a estes itens espelham as despesas das famílias com renda mensal até 33 salários mínimos.

Mais conteúdo sobre:
preçosinflaçãoIPC-SFGV

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.