Inflação medida pelo IPC-S fica em 0,24% até 15/06

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,24% no período encerrado em 15 de junho, ante 0,61% no IPC-S anterior, referente a 7 de junho, segundo divulgou a FGV. A variação ficou abaixo das projeções dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de 0,27% a 0,60%. A taxa ficou também bem abaixo da média das projeções (0,45%). O resultado do IPC-S divulgado hoje foi o menor apurado pela FGV desde a quarta semana de outubro de 2004, quando o IPC-S registrou variação de 0,10%.No índice referente a 15 de junho, todas as sete classes de despesa apresentaram desacelerações em suas taxas de variação. Alimentação (0,61% na apuração anterior para -0,20% em 15 de junho) e Habitação (0,67% para 0,50%) foram os grupos que mais contribuíram para a queda do IPC-S. Segundo o documento de divulgação do índice da FGV, pela primeira vez em 2005, o grupo Alimentação registrou taxa de variação negativa. Do total de 21 itens componentes desse grupo, 15 apresentaram desaceleração em suas taxas de variação. Nesta edição, a principal contribuição para a redução da taxa do grupo partiu do item hortaliças e legumes, cuja variação recuou 6,17 pontos percentuais, passando de 3,78% para -2,39%.Contribuíram ainda para o movimento de desaceleração os seguintes itens: adoçantes (-2,03% para -3,05%), arroz e feijão (1,17% para 0,03%) e laticínios (1,01% para 0,36%). Além disso, a ausência de preços administrados apresentando reajustes contribuiu para a desaceleração da taxa do grupo Habitação. Houve desaceleração também nos grupos de Vestuário (2,29% para 1,62%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,79% para 0,43%), Educação, Leitura e Recreação (0,25% para 0,13%), Transportes (-0,05% para -0,06%) e Despesas Diversas (0,28% para 0,05%).Taxa deve se repetir na próxima semanaO IPC-S da próxima semana, que será divulgado no dia 30 de junho, deverá se manter no mesmo patamar da taxa de 0,24% divulgada hoje, segundo o economista da FGV, André Braz. "Para o curtíssimo prazo, no índice da próxima semana, a taxa ficará nesse patamar, em torno de 0,20%", disse. Porém, mais a longo prazo, ainda segundo Braz, a taxa "começa a mudar um pouco" por causa do reajuste da telefonia fixa. Essa influência ocorrerá especialmente a partir de julho e, na avaliação de Braz, é preciso também acompanhar o comportamento do grupo Alimentação para "conhecer melhor as pressões" futuras sobre a taxa. "Mas o fato é que, além da telefonia fixa, não há notícias de grandes impactos que possam alterar significativamente esse patamar (do IPC-S)", afirmou. Ele disse ainda que, para conhecer melhor a tendência da inflação, é preciso esperar o núcleo do IPC-DI de junho, a ser divulgado no início de julho.

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