Inflação medida pelo IPC-S fica estável

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) com os preços coletados entre 4 de outubro e 3 de novembro comparados aos 30 dias anteriores ficou em 0,25%. A inflação ficou praticamente estável em relação à de 0,24% do IPC-S divulgado na semana passada, que teve período de pesquisa de preços encerrado em 26 de outubro. O resultado representa uma interrupção em uma seqüência de redução do IPC-S semana a semana.De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, responsável pelo índice, essa mudança, porém, é causada por efeitos localizados no grupo de Alimentação e não representa uma mudança de tendência. Com exceção de Alimentação, que subiu, 0,26 ponto porcentual, passando de uma deflação de 0,09% para uma alta de 0,17%, e de Habitação, que ficou praticamente estável, (passou de 0,35% para 0,36%), os grupos mostraram desaceleração dos preços de uma semana para outra.Em Vestuário, era esperada uma alta pela época do ano, com o início do verão, mas a inflação do grupo caiu de 1,42% para 0,79%. Segundo a FGV, o motivo dessa desaceleração atípica talvez seja uma restrição de demanda, causada pela perda de poder aquisitivo das famílias este ano. O grupo Educação, Leitura e Recreação passou de uma alta de 0,13% para uma taxa negativa em 0,02%.O grupo Transportes também saiu de uma variação de alta, de 0,24%, para uma deflação, de 0,03%. Os grupos de Saúde e Cuidados Pessoais e de Despesas Diversas, as desaceleração foram pequenas. No primeiro caso, de 0,56% para 0,51%, e, no segundo, de 0, 30% para 0,24%.No grupo de Alimentação, as carnes continuam influenciando para a alta, mas, segundo a FGV, os efeitos da entressafra não se mostram tão acentuados, tendo a alta das carnes bovinas se reduzido de 2,00% no IPC-S passado para 1,68% no divulgado ontem. As pressões de deflação, porém, reduziram-se ainda mais. Por parte das hortaliças e legumes, a deflação diminuiu de 2,45% para 0, 61%. Nas frutas, a redução dos preços, que era de 1,64% foi freada e caiu para menos da metade, atingindo 0,75%. Se esses dois subgrupos em deflação estivessem se mantidos como na semana anterior, Alimentação teria tido uma variação negativa em 0,05%.

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